Salsicha de merenda de SP foi desviada de centro de distribuição, diz Seara

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Seara, empresa que pertence ao grupo JBS, afirmou que parte do lote da merenda da rede estadual paulista apreendida pela polícia foi desviada de seu centro de distribuição em São Paulo.

"A empresa esclarece que tão logo tomou conhecimento do assunto, instituiu um comitê interno de auditoria e identificou que parte do lote em referência foi desviado do Centro de Distribuição, em São Paulo", disse, em nota, na noite desta quarta (29).

O comunicado veio depois de uma investigação da Corregedoria Geral da Administração do Estado em conjunto com a Polícia Civil constatar que houve desvio do alimento do centro. A empresa disse ainda que foi aberta uma auditoria interna para investigar o desvio e tomar as medidas cabíveis para para responsabilização dos envolvidos

A Polícia Civil investiga dois casos de desvios de merenda escolar do governo Geraldo Alckmin (PSDB). No último domingo (26), um comerciante de 38 anos foi preso em flagrante na zona norte da capital paulista com 300 quilos de salsicha vencidos.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito preso circulava pela avenida Educador Paulo Freire, na Vila Maria, quando foi parado por PMs que desconfiaram do excesso de peso de seu carro. Há duas semanas, um açougue na mesma região foi flagrado vendendo salsicha da merenda.

Logo ao se aproximarem, segundo a versão policial, já avistaram as caixas de salsichas da marca Seara, com identificação da merenda escolar da rede estadual. A validade venceu em janeiro. "Não estava cheirando mal nem tinha cor diferente, mas o lote foi enviado para análise", afirma José Roberto Toledo Rodrigues, delegado titular do 73º DP (Jaçanã), onde caso foi registrado.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, o suspeito disse em depoimento que comprou a mercadoria para revender pois está desempregado, mas se negou a dizer de quem adquiriu as salsichas. Ele não tinha antecedentes criminais, foi liberado ontem, e vai responder em liberdade.

A Secretaria de Estado da Educação, da gestão Geraldo Alckmin (PSDB), diz que notificou a empresa e conta com o apoio da Polícia Civil para investigar o caso. A pasta diz que o cardápio da merenda está mantido em todas as unidades.