Samara Felippo: “Crio filhas para que saibam que maternidade é uma escolha"

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Samara Felippo com as filhas Alicia e Lara nas redes sociais
Samara Felippo com as filhas Alicia e Lara nas redes sociais

Resumo da notícia:

  • Samara Felippo reflete sobre as cobranças da maternidade

  • Em entrevista ao Yahoo!, atriz critica romantismo da função materna e acredita em nova geração

  • Atriz volta aos palcos com a peça "Mulheres que Nascem com Os Filhos" nesta sexta-feira, 21

No auge de seus 43 anos, Samara Felippo é mulher, carioca, atriz, DJ, filha, namorada...Ah! Também é mãe. Sim! Também e não apenas! Isso porque a maternidade não resume sua existência apesar de ser uma grande parte de sua vida e ela insiste em compartilhar essa reflexão por onde for.

Mãe de Alícia, de 12 anos, e Lara, de 8 anos, frutos de seu casamento com o ex-jogador de basquete Leandrinho, de quem se separou em 2013, Samara vive a rotina de uma mãe solo no Rio de Janeiro em meio a uma pandemia que vai completar dois anos. O pai de suas filhas mora nos Estados Unidos há quase uma década e vê as meninas esporadicamente.

Para a atriz, que volta aos palcos nesta sexta-feira, 21, com a peça teatral "Mulheres que Nascem com Os Filhos", nossa sociedade ainda naturaliza a responsabilidade e os cuidados da casa serem sempre em cima da mulher, da mãe, que está sobrecarregada e que tem a exaustão e o cansaço "romantizados" desde sempre.

“O pai não. O pai está lá, está conquistando os seus sonhos. O pai vai morar em outro país para poder realizar os seus sonhos. Se a mãe faz isso, ela vai ser julgada. Ela vai ser uma mãe cruel, ela vai ser uma mãe irresponsável", declarou Samara em entrevista exclusiva ao Yahoo!.

Apesar de sentir na pele a pressão da cobrança social sobre ser mãe, ela acredita que o futuro marcado pela geração de suas filhas pode nos surpreender. “Crio filhas para que elas saibam que a maternidade é uma escolha. Precisa ser uma escolha. Eu sei que tem muitas mulheres que nem tem essa escolha dentro de uma subordinação. Mas essa geração está vindo muito potente", afirmou.

"Essa coisa do menino brincar com a boneca, nessa sociedade tão machista que, quando um menino brinca com a boneca, ninguém pensa que ele pode ser pai e cuidar de crianças. Mas não! O pai nunca está em casa, cuidando de crianças. Então, se o menino brinca de boneca, ele é gay. Mas acho que já estamos quebrando com isso e que depende de uma boa estrutura escolar também”, completou.

Sobre a importância da educação na orientação das crianças, Samara destaca a junção da escola com a casa. "É muito importante escolher a instituição de ensino que seu filho está. Se é desconstruída, se fala sobre antirracismo, sobre machismo, homofobia. Eu acho que isso tudo conta nessa futura geração que está vindo. Pais que consigam criar filhos, quebrando padrões preconceituosos”, refletiu.

Vale ressaltar que o termômetro para o Oscar 2022 conta com uma potência cinematográfica que aborda a complexidade de sensações da maternidade. Em "A Filha Perdida", estrelada brilhantemente por Olivia Colman e baseada no livro homônimo de Elena Ferrante, Leda se vê imersa nas ambivalências da função materna.

Isso porque as férias pacatas de uma mulher de meia-idade mudam de rumo quando sua obsessão por uma jovem mãe hospedada nas proximidades faz antigas lembranças voltarem ao seus pensamentos diários. Uma boa dica para quem quer mergulhar numa ficção paradoxal e profunda.

E Samara retoma com o tema aos palcos. A atriz está de volta com a peça "Mulheres que Nascem com Os Filhos", no Teatro XP, no Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro, ao lado de Carolinie Figueiredo, e com direção de Rita Elmor.

Uma curta temporada com sessões às sextas e sábados, às 20h, e aos domingos, às 19h, para quem quer matar a saudade das duas artistas brilhando como atrizes. "Essa peça não é para mães, é para filhos. Vem entender melhor o que rodeia essa mulher", escreveu Samara em divulgação no Instagram.

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