Sambista em 'Todas as flores', Douglas Silva já integrou grupo musical com Ferrugem, Feyjão e outros músicos: relembre

Douglas Silva é um sambista de sucesso na ficção, mas sabiam que ele também já cumpriu papel semelhante na vida real? Para viver Oberdan em “Todas as flores”, o ator se dedicou à preparação, que contou com aulas de canto e cavaquinho. Alguma experiência, no entanto, ele já carregava na bagagem, acumulada nos mais de cinco anos em que ele integrou o grupo Soul Mais Samba.

— Esse momento, gravando a novela, me remete muito aos meus tempos de shows, dos palcos... Eu cantava no grupo. E sempre quis aprender a tocar instrumento de harmonia, como o cavaco. Acho lindo, mas é difícil — conta o ator.

O grupo teve início em 2010 e tinha na sua primeira formação, além de Douglas, os músicos Arifan (banjo), Diogo Cunha (violão), Junior Travassos (cavaquinho), Nego Alvaro (repique), Feyjão (pandeiro) e até mesmo Ferrugem (tantã), que hoje mantém uma carreira solo de sucesso. A entrada de DG na trupe aconteceu aos 45 do segundo tempo.

— No dia em que fui comprar roupa pra tirar foto pra primeira capa do grupo, Douglas foi comigo. Lá, ele disse “pô, queria fazer parte”. E ele já tinha aprendido a tocar percussão. Falei com os moleques e todo mundo ficou animado. Éramos seis e viramos sete no dia da foto — recorda Feyjão.

O ator não é o único ex-integrante do grupo no elenco da novela do Globoplay. Arifan é um dos músicos do bloco carnavalesco Filhos da Gamboa, que também aparece na trama:

— Uma das cenas em que estou é justamente na casa do Oberdan, ensaiando. Não encaro como um reencontro porque nunca nos afastamos. Cada um está no seu corre, mas nos falamos sempre que dá. Na época do “BBB” fiz até corrente por ele.

Trajetória de cada um

Ferrugem foi o primeiro a deixar o grupo, seguido de Nego Álvaro. Os cinco restantes seguiram com o conjunto até 2017. Nesse tempo, realizaram vários projetos e viajaram pelo Brasil e também para o exterior.

— Douglas voltou a ficar muito ativo como ator e não estava dando mais pra conciliar as agendas, o grupo tocava bastante. Até continuamos sem ele mas, num movimento natural, também fomos seguindo caminhos solo. Nunca teve uma reunião pra dizer “acabou o grupo” — diz Feyjão.

Atualmente, todos eles, exceto Douglas, seguem suas carreiras musicais. Saudoso, Travassos, que reside em Portugal, define o grupo como “um sonho realizado”. E Feyjão acrescenta:

— Aprendi muito. Valeram os esforços, sufocos, calotes de pequenos contratantes... Faria tudo de novo.

Douglas, que volta a esse universo da música graças à obra de João Emanuel Carneiro, não descarta possíveis projetos nessa área:

— De repente, eu tocaria algo solo, não sei, até pra eu ter um controle maior das datas e dos compromissos. Mas tem que conversar muito antes com a Carolina (sua mulher). Acho que daria bom.

Diogo Cunha reforça que, apesar das agendas apertadas, um reencontro não é algo impossível:

— Quem sabe um dia a gente faz um show ou uma gravação juntos? Com certeza todos iam gostar.

Hit com participação

“Som do tambor”, sucesso na voz de Ferrugem, também já foi gravada pelo grupo com Mumuzinho e depois com Arlindo Cruz.

Shows e parcerias

O grupo tocou ainda com outros artistas, como Jorge Vercillo e Xande de Pilares. Além disso, fizeram shows até na Suíça e em Portugal.

DVD na Fundição

Em 2015, os rapazes lotaram a Fundição Progresso na gravação de “Soul Mais Samba — O baile”, seu DVD.