Sampaoli e Atlético-MG avaliam renovação após desgastes; Flamengo deixa canal aberto

Diogo Dantas
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Foto: BRUNO CANTINI

Com a proximidade da reta final do Campeonato Brasileiro, o futuro do técnico Jorge Sampaoli segue em debate no Atlético-MG, mas ainda é uma incógnita.

O argentino não descarta terminar a competição, ainda que a vaga na Libertadores seja o prêmio de consolação, e renovar o vínculo, que se encerra no fim de 2021.

Mas nos bastidores, o desejo de comandar o Flamengo ressurge. Com a indefinição sobre a continuidade de Rogério Ceni na próxima temporada, o clube deixou o canal aberto.

Houve contato entre dirigentes rubro-negros e o treinador ainda quando Jorge Jesus negociava sua renovação. Mas o nome não é unanimidade. Aliás, em nenhum dos clubes.

No Atlético-MG, as conversas pela renovação estão à cargo dos mecenas - os empresários Rubens Menin, Rafael Menin, Ricardo Guimarães e Renato Salvador. O grupo deu início a tratativas para a ampliação contratual do treinador até dezembro de 2022 em novembro.

As conversas, no entanto, esfriaram diante da oscilação do time no Brasileiro. Com protestos recentes da torcida, Sampaoli se irritou e não deu certeza se emplaca 2021. A vontade de treinar o Flamengo não é novidade no mundo da bola. E no clube mineiro já há desgaste.

Relatos dão conta de que o argentino e seu estilo "pé na porta" incomoda. Na ânsia por pedir reforços, Sampaoli costumava ir direto no presidente Sérgio Sette Câmara e ignorava os executivos que vinham antes. Agora, com a mudança de presidência, o empresário Sérgio Coelho terá que decidir se vai manter um técnico caro e temperamental caso o título não venha.

Sampaoli está construindo uma casa em Búzios, litoral do Rio, e será papai em breve. Há quem diga que se vier o convite do Flamengo, vem na hora. Mas não há negociação. A multa para tirá-lo do Atlético-MG está em 1,5 milhão de dólares, R$ 7,5 milhões.