Samsung descarta cisão

O presidente do Conselho de Administração, Kwon Oh-Hyun, participa da assembleia geral da Samsung Electronics

A maior fabricante mundial de smartphones, Samsung Electronics, que atravessa uma das piores crises de sua história, anunciou nesta sexta-feira que não adotará a cisão de suas atividades, como evocado durante o escândalo que provocou o impeachment da presidente sul-coreana Park Geun-Hye.

O conglomerado sul-coreano se encontra no olho do furacão há vários meses, após o desastre planetário com o Galaxy Note 7 - cujas baterias provocavam incêndios - e o envolvimento de altos executivos do grupo no escândalo de corrupção que provocou a queda de Park Geun-Hye.

O vice-presidente da Samsung Electronics, Lee Jae-Yong, herdeiro do grupo Samsung, foi denunciado por corrupção e está atrás das grades.

Após o fiasco do Galaxy Note 7, a Samsung Electronics havia anunciado - sob a pressão dos acionistas - que analisava uma cisão da empresa em duas entidades.

Mas nesta sexta-feira, o presidente do Conselho de Administração, Kwon Oh-Hyun, anunciou na assembleia geral da Samsung Electronics que o estudo dos aspectos legais e fiscais da operação havia revelado "alguns efeitos negativos".

"De momento, [a cisão] parece difícil de se implementar", declarou Kwon Oh-Hyun sem dar detalhes.

Samsung Electronics é o carro-chefe do grupo Samsung, primeiro conglomerado do país e que responde por um quinto do PIB sul-coreano.