EUA prometem aumentar pressão sobre "crescente ameaça" da Coreia do Norte

Washington, 26 abr (EFE).- Os Estados Unidos garantiram nesta quarta-feira que estão "preparados para defender-se" perante a "crescente ameaça" da Coreia do Norte, e prometeram que aumentarão sua pressão para que esse país "desmantele seus programas" nuclear e balístico, uma tarefa na qual espera contar com a ajuda de seus aliados na ONU.

Essa foi a mensagem que saiu de uma reunião na Casa Branca, na qual membros destacados da equipe de Segurança Nacional do presidente, Donald Trump, informaram aos 100 legisladores do Senado os resultados de uma revisão da política dos EUA sobre a Coreia do Norte solicitada pelo governante.

"O presidente (Trump) busca pressionar a Coreia do Norte para que desmantele seus programas nucleares, de mísseis balísticos e de proliferação, mediante um recrudescimento das sanções econômicas e a adoção de medidas diplomáticas junto a nossos aliados e parceiros regionais", indica um comunicado oficial.

O comunicado está assinado pelo secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, pelo secretário de Defesa, James Mattis, e pelo Diretor de Inteligência Nacional, Dan Coats; que conduziram a reunião junto ao chefe do Estado-Maior conjunto, Joseph Dunford.

"Os Estados Unidos buscam estabilidade e uma desnuclearização pacífica da península coreana. Continuamos abertos a manter negociações com esse fim. No entanto, estamos preparados para defender a nós mesmos e a nossos aliados", afirmaram, ao denunciar a "crescente ameaça" norte-coreana.

Trump e o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, participaram do começo da reunião na Casa Branca, que foi atípica pelo fato de os 100 senadores terem saído de ônibus do Capitólio para chegar até ali.

A sessão tinha o objetivo de transmitir aos membros da câmara alta a "gravidade da ameaça" proveniente de Coreia do Norte, segundo explicou a jornalistas um alto funcionário americano.

A reunião, que aconteceu pouco antes de outra sessão informativa similar no Capitólio com os 435 membros da Câmara dos Representantes, buscava também informar os legisladores dos resultados da revisão ordenada por Trump sobre a política para a Coreia do Norte.

No entanto, vários senadores deixaram a reunião com a sensação de não ter recebido informação nova nem detalhes sobre quais são as possíveis mudanças na política americana para a Coreia do Norte.

"Não escutei nada novo nesta sessão do que já não estivesse a par através dos jornais", disse o senador democrata Chris Van Hollen à emissora de televisão "CNN".

Um senador republicano, que falou sob condição de anonimato com o jornal "The Washington Post", assegurou que vários de seus colegas perguntaram à Casa Branca qual era agora sua política para a Coreia do Norte, e receberam "muito, muito poucos detalhes" a respeito.

"Minha conclusão é que talvez queriam preparar todos para o fato de que isto (a tensão com a Coreia do Norte) pode escalar rapidamente", opinou esse senador.

A reunião aconteceu dois dias depois de Trump instar o Conselho de Segurança da ONU a impor "sanções adicionais e mais fortes" aos programas nucleares e balísticos da Coreia do Norte.

Nesta sexta-feira, Tillerson conduzirá uma reunião ministerial no Conselho de Segurança da ONU sobre a Coreia do Norte para pedir a todos os países que implementem estritamente as sanções existentes e estudem outras formas de aumentar sua pressão.

Não se espera que os Estados Unidos compareçam à reunião com uma minuta de resolução, mas sim que pressionem para alcançar um maior "isolamento diplomático" da Coréia do Norte, possivelmente por meio do fechamento das embaixadas que alguns países ainda têm em Pyongyang, segundo disse hoje a jornalistas o porta-voz do Departamento de Estado, Mark Toner. EFE