Santos Cruz perde força; e Podemos deve só decidir candidatura à Presidência em julho

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BRASÍLIA — O Podemos deve esperar até julho para definir se terá candidato à Presidência na eleição deste ano. É o que foi definido na reunião da Executiva nacional do partido nesta quarta-feira, em Brasília. Havia uma expectativa de que a sigla lançasse no evento o general da reserva Carlos Alberto do Santos Cruz como postulante ao Palácio do Planalto. Porém, o nome do militar não encontrou força entre seus correligionários, que citaram outros possíveis concorrentes.

Com a saída do ex-juiz Sergio Moro do partido, o Podemos ficou dividido entre lançar ou não candidatura própria. O líder do partido no Senado, Alvaro Dias (PR), é um dos defensores de que a sigla aguarde uma definição dos demais candidatos à Presidência para decidir o que fazer. Ao discursar na reunião, Dias pediu cautela e alfinetou a articulação entre PSDB, MDB e União Brasil em torno de uma candidatura única.

— Nós fizemos uma aposta numa candidatura (Moro) e perdemos essa aposta. Não podemos nos precipitar — afirmou o senador. — Eu fui contra a participação do Podemos nessas discussões do "centro democrático", porque vejo uma lambança aqui, outra lambança ali. Uma confusão aqui, outra ali. Isso desgasta, e nosso partido precisa evitar esse desgaste. E, como estamos verificando, não estávamos errados.

A presidente do Podemos, Renata Abreu (SP), afirmou que também há a possibilidade de o partido indicar um nome para fazer parte da aliança da terceira via:

— Existe um sentimento de participar da viabilização da terceira via no país, inclusive com a possibilidade de propor um nome também pra estar neste grupo discutindo essa possibilidade.

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Já os que defendem uma candidatura própria do Podemos veem em Dias o nome mais viável. O senador, que tem planos de tentar a reeleição pelo Paraná, foi candidato ao Planalto em 2018, quando estava na metade do mandato no Senado, mas terminou a corrida com apenas 0,8% dos votos.

Os senadores Marcos Do Val (ES) e Eduardo Girão (CE) estão entre os que defendem o nome de Álvaro Dias. Girão citou ainda o senador Oriovisto Guimarães (PR) e o ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol, recém-filiado à sigla, como outras possibilidades.

— Não é porque Sergio Moro não está mais conosco que a gente não deve ter nome a candidato à Presidência da República. Temos quadros excelentes dentro do partido — disse Girão, que completou: — Tem o próprio Deltan. O que marca o partido? São causas éticas. Só porque o ex-ministro Sergio Moro deixou o partido nós vamos abaixar a cabeça e vamos agora entregar os pontos?

Membros do Podemos avaliam que a saída abrupta de Moro foi traumática, e impactou os planos de já lançar um novo nome ao Planalto, o que colaborou para a costura por Santos Cruz perder força.

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