Santos emociona e São Paulo entristece quem acompanha futebol

Rivais na tabela e no meio de semana, Santos e São Paulo fazem 2019 bem diferentes (Alan Morici/AGIF)

O Santos comove quem gosta de futebol ofensivo e intenso. Mais uma vez, o time sobrou sobre um adversário menor, aplicando 3 a 0 no Goiás, com muita facilidade. O Santos chegou a 64 pontos e 66,7% de aproveitamento, com 19 vitórias em 32 jogos na terceira colocação. A campanha é excelente pelo elenco que Jorge Sampaoli tem à disposição. Uma vaga direta para a Libertadores da América pode ser comemorada, sim. E ainda acrescento o fato de Sampaoli conseguir transformar jogadores regulares e médios em bons nomes.

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Destaco Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo, Jorge(até a convocação para a Seleção), Pituca, Sanchez e Soteldo. Os seis foram a espinha dorsal santista, acrescidos de Victor Ferraz, Alison, Marinho, Sasha e Jean Mota. Duvido que qualquer treinador brasileiro conseguisse alcançar esses números com esse elenco montado. O Santos deve priorizar a permanência de Sampaoli, apesar das dificuldades de relacionamento com o presidente Peres.

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Abri o texto com o Santos para comparar com o São Paulo. Muita gente pode não lembrar, mas o São Paulo gastou R$ 200 milhões em contratações e não tem uma formação consistente. Está no seu terceiro técnico na temporada e os atletas têm muito nome, mas pouco futebol. A revolta da torcida, após a derrota de 1 a 0 para o Athletico-PR, é correta pelo fato do grupo não reagir. Há tentativas de passes e conclusões, mas claramente falta atitude para a maioria. Em determinados momentos, parece que o São Paulo disputa uma partida apenas por disputá-la. E aí, isso vai para a conta da diretoria e do treinador. Sou um defensor de Fernando Diniz, só que ele precisa testar outras alternativas. Daniel Alves não está jogando nada, apesar da sua importância. A equipe é pesada demais para o modo de trabalho de Diniz.

A continuar assim, o São Paulo terminará mais um ano projetando o próximo com outro treinador e outra filosofia. Os integrantes do departamento de futebol e o presidente Leco silenciam e o tricolor termina mais uma temporada com pouca esperança no futuro.

Enquanto o Santos alegra quem o assiste, o São Paulo entristece quem o acompanha.

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