São Paulo bate recorde de internados em UTI e anunciará novas restrições

João Conrado Kneipp
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A COVID-19-infected patient is seen at the Intensive Care Unit, in the Emilio Ribas hospital in Sao Paulo, Brazil on September 30, 2020. - On October 10, Brazil passed the bleak marker of 150,000 deaths from Covid-19, the health ministry said, as the rate of coronavirus infections continues to slow in the South American country. (Photo by NELSON ALMEIDA / AFP) (Photo by NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)
De acordo com o governo de SP, há 6.288 pessoas internadas nos leitos de UTI no estado. (Foto: NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)

O estado de São Paulo registrou, nesta segunda-feira (22), o maior número de pacientes de Covid-19 internados em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) desde o início da pandemia. 

De acordo com o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, há 6.288 pessoas internadas nos leitos intensivos em São Paulo. Até então, o pior índice já registrado ocorreu durante o pior momento da primeira onda em 2020, quando o estado apresentou 6.257 internados nas UTIs.

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"Nós temos 6.288 pacientes internados nas UTIs, um dado até as 10h30 desta segunda-feira. Mas em julho de 2020, naquela primeira onda, na maior ocupação de leitos de UTI, atingimos 6.257 pacientes. Portanto, ultrapassamos o numerário histórico da pandemia no nosso país", disse Gorinchteyn, em coletiva no Palácio dos Bandeirantes.

A taxa de ocupação das UTIs no estado de São Paulo é de 67,9%, enquanto na Grande São Paulo variou minimamente para 67,8%.

Diante do aumento da ocupação de leitos, o Centro de Contingência contra o Coronavírus elaborou uma lista de recomendações extraordinárias com restrições de circulação de pessoas e funcionamento de serviços para conter a disseminação do novo coronavírus.

As novas orientações deverão ser incorporadas àquelas que já contam do Plano São Paulo e devem ser anunciadas pelo governo de João Doria na coletiva da próxima quarta-feira (24).

"O Centro de Contingência apresentou recomendações extraordinárias. O governo está fazendo a análise, preparando atos do ponto de vista jurídico e essas medidas serão anunciadas na quarta-feira (24) para entrar em vigor na sexta-feira (26)", afirmou João Gabbardo, coordenador-executivo do centro.

Para Gabbardo, o número pode representar que os pacientes estão ficando mais tempo na UTI, o que representa um aumento de gravidade no quadro dos pacientes que estão sendo internados.

"São recomendações que vão tratar da redução de mobilidade, que é o que a gente pode fazer para reduzir a transmissibilidade. Independente da variante, a forma de reduzir é a mesma", completou ele.