São Paulo muda plano de vacinação e ainda não há data para iniciar campanha com idosos

Redação Notícias
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Entenda porque quilombolas, indígenas e pessoas em situação de rua são considerados grupos prioritários para vacinação contra Covid-19 (Foto: Agência Brasil)
Entenda porque quilombolas, indígenas e pessoas em situação de rua são considerados grupos prioritários para vacinação contra Covid-19 (Foto: Agência Brasil)

O governo João Doria (PSDB) suspendeu o cronograma original de vacinação contra a Covid-19 em todo Estado de São Paulo. Por causa do acordo com o Ministério da Saúde, que prevê o uso de todas as doses da CoronaVac disponíveis pelo SUS (Sistema Único de Saúde), haverá novo calendário e até agora não há datas para iniciar a campanha com idosos.

Inicialmente, Doria previa que populações indígenas do Estado seriam as primeiras vacinadas, ao mesmo tempo que os profissionais de saúde, no dia 25 de janeiro. A vacinação, no entanto, começou no último domingo (17), após aprovação do uso emergêncial da vacina pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Já os idosos com mais de 75 anos passariam a receber as doses a partir de 8 de fevereiro. Esse calendário inicial previa aplicar as duas doses da CoronaVac em nove milhões de pessoas até o fim de março.

Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, São Paulo passará a cumprir o PNI (Plano Nacional de Imunização) da pasta federal o e não o cronograma anterior apresentado por Doria.

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Apresentado em dezembro pelo Ministério da Saúde, o plano previa que na primeira fase seriam vacinados os profissionais de saúde, idosos acima de 75 anos, idosos acima de 60 anos que vivessem em asilos (ou instituições similares) e povos tradicionais.

Porém, com apenas seis milhões de unidades da vacina, o ministério prevê agora imunizar somente idosos em instituições de longa permanência. Segundo o Estadão, essa parcela representa apenas 0,5% da população acima de 60 anos no Brasil. O ministério ainda não apresentou as datas, mas a previsão é que se inicie entre hoje (19) e quarta-feira (20).

STF cobra atualização

Nesta segunda-feira (18), o STF (Supremo Tribunal Federal) cobrou que o governo federal apresente uma atualização do plano nacional de imunização com o cronograma de vacinação dos grupos de risco agora que os imunizantes estão autorizados para uso emergencial no Brasil.

O ministro Ricardo Lewandowski ordenou a intimação do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e o advogado-geral da União para que mostrem o "cronograma correspondente às distintas fases da imunização" em uma atualização da proposta.

A revisão mensal do "plano nacional de operacionalização da vacina contra a covid-19" já estava prevista, destacou ele, em despacho desta segunda-feira (18).

Doria exclui quilombolas

Além disso, o plano de imunização divulgado pelo governo Doria afirmava que a população quilombola também constava como grupo prioritário máximo juntamente com profissionais de saúde e indígenas.

No entanto, nesta terça-feira (19), foi anunciado que as mais de 50 comunidades reconhecidas como quilombos no estado de São Paulo também não têm mais data para começarem a ser vacinadas contra a Covid-19.

Ao Estadão, a gestão paulista não soube informar se haverá unidades dentro de cerca de 1,37 milhão de doses disponíveis no Estado no primeiro lote enviadas ao grupo dos mais idosos com mais de 75 anos. Sobre as populações indígenas, o governo afirmou que as prefeituras que quiserem poderão usar as doses recebidas também para imunizar esse grupo — ou seja, cada uma poderá realizar do seu jeito.