SP assegura que não faltará oxigênio para pacientes com Covid-19; Ambev construirá usina e doará insumo

·3 minuto de leitura
Foto: AP Photo/Edmar Barros
Foto: AP Photo/Edmar Barros

A Ambev construirá uma usina de oxigênio em Ribeirão Preto e doará toda a produção para leitos de unidades de terapia intensiva do Estado de São Paulo, anunciou nesta segunda-feira (22), o vice-governador do Estado, Rodrigo Garcia (DEM). O Estado tenta evitar um colapso diante da alta exponencial de casos e mortes por Covid-19 em todas as regiões

A decisão foi acertada em uma reunião com representantes dos fornecedores de oxigênio com membros da gestão João Doria (PSDB). Garcia afirmou que foi garantido o abastecimento de oxigênio para os hospitais de SP, em um momento em que a ocupação das UTIs no Estado está acima de 91%.

Leia também:

"Fornecedores garantiram o abastecimento de oxigênio para os leitos de UTI do nosso Estado de São Paulo. A Ambev se prontificou a criar, num prazo de 10 dias, uma usina de oxigênio em Ribeirão Preto e doar integralmente a produção, que será suficiente para 120 cilindros por dia", afirmou Garcia em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Ele afirmou que outras empresas ajudarão no transporte e na logística do insumo, para se evitar a chance de um colapso visto em janeiro passado no Amazonas. À época, o estado viveu um desabastecimento grave de oxigênio nas unidades de Saúde e registrou mortes por asfixia. 

"Também a Copagaz utilizará a sua frota, que distribui hoje butijões de gás, para o transporte e a logística de oxigênio. Esse esforço do governo de São Paulo é para atender a rede estadual de hospitais, mas também leva em conta as redes municipais de hospitais públicos, a rede de entidades filantrópicas —as nossas Santas Casas— e também a rede privada", acrescentou.

Os esforços envolvendo o abastecimento do insumo visam minimizar o impacto do pior momento da pandemia do novo coronavirus em São Paulo e em todo o país. Na última semana, o Brasil teve mais de 15 mil mortos por Covid-19 e registrou recorde de mortes e casos confirmados diários.

Doria critica "transição lenta e dolorosa" na Saúde e fala em país "sem ministro"

Foto: REUTERS/Adriano Machado
Foto: REUTERS/Adriano Machado

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), criticou nesta segunda-feira a demora na transição do novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e a classificou como 'lenta e dolorida'. A declaração foi feita em evento no Instituto Butantan, na zona oeste de São Paulo, para a entrega de um novo lote da Coronavac para o Programa Nacional de Imunização. 

Enquanto não assume o ministério de forma oficial, Queiroga participa de eventos e reuniões ao lado do atual ministro, Eduardo Pazuello, que se prepara para deixar o cargo. 

"Em meio a uma pandemia, que já levou a vida de mais de 286 mil brasileiros, nós temos dois ministros e na verdade não temos nenhum. Porque é um que sai e outro que entra. O que entra não está autorizado a agir como ministro e ainda não recebeu sua nomeação. O outro que sai já não está com disposição de determinar, orientar e comandar porque já é um ex-ministro ainda que ocupando o cargo. É uma situação sui generis como é sui generis o governo Bolsonaro na gestão da saúde", disse o governador. 

De acordo com Doria, "uma transição que poderia ser rápida e efetiva está sendo lenta e dolorida". "Dolorida para o ministro que chega e deseja agir, trabalhar e dialogar e o que sai, que a meu ver deseja descansar. Temos uma situação sem ministro neste momento", disse. Segundo o governador, Queiroga telefonou para ele na semana passada e se mostrou aberto ao diálogo.