O Tricolor voltou! Racing 1 x 3 São Paulo

·3 minuto de leitura
São Paulo brilhante na Argentina FOTO Photo by Nelson Almeida - Pool/Getty Images

Marquinhos tinha dois anos quando o São Paulo havia vencido a última vez na Argentina pela Libertadores. Quando Amoroso e Souza comandaram o Tricplor em espetacular vitória sobre o River Plate, em Núñez. Três a dois que levou o São Paulo à decisão de 2005. Quando o time de Paulo Autuori foi tricampeão da América.

São Paulo que em oito jogos jamais havia vencido o Racing. Clube que

nunca havia perdido em casa para uma equipe brasileira. Time que jamais havia perdido como mandante por mais de dois gols de diferença no torneio.

Time que era favorito depois do empate por um gol no Morumbi. Contra um São Paulo que se perdeu depois do título paulista. Sem Daniel Alves para armar pela ala, sem Luciano para fazer quase tudo pelo ataque, sem Éder como opção na frente, sem 90 minutos regulares do ótimo Benítez.

Numa equipe que só tinha mesmo em Avellaneda um jogador indiscutível. O jovem eterno Miranda. Dos maiores zagueiros da história do São Paulo. Dos maiores zagueiros do futebol brasileiro no século. E que fez mais uma vez história com a camisa tricolor. Quando o Racing estava melhor no primeiro tempo depois de um bom início tricolor nos primeiros 15 minutos, Miranda fez o seu bilionésimo desarme na entrada da área e ainda lançou Marquinhos. O jovem atacante mandou uma bola que Arias espalmou na trave e sobrou pra Rigoni abrir o placar no final do primeiro tempo.

Mal começou a segunda etapa, começou muito bem para o São Paulo. Benítez achou Marquinhos entre os três zagueiros do Racing e desviou desta vez sem chance para o goleiro chileno. Dois a zero e seria três logo depois, quando em ótimas trama do contragolpe tricolor, Marquinhos deu de novo Rigoni pra fazer o terceiro.

De um jeito que o São Paulo parecia não saber mais desde a final do Paulistão. De um jeito que o São Paulo parecia não conseguir mais como visitante desde o tri da libertadores. De um jeito que Marquinhos não tinha idade pra saber o que era esse São Paulo tão dominante em qualquer campo do América.

O São Paulo que parecia não saber mais ser São Paulo. E foi em grandes 90 minutos em Avellaneda.

Se vai voltar a ser no BR-21 e mesmo na Libertadores, ninguém sabe. Ou só Telê Santana saberia. Mas do jeito que o São Paulo se impôs contra o Racing, da maneira como se defendeu e soube contra-atacar, parece que o velho mestre lá em cima mexeu os pauzinhos e as pranchetas.

Crespo foi felicíssimo na escalação. E fez com quem Marquinhos honrasse essa história que merece o respeito que muita gente no São Paulo parecia ter perdido junto com os jogos e os campeonatos.

Óbvio que é muito cedo pra cantar que o "campeão voltou" - até pela zica que essa canção dá. Mas se o campeão ainda não voltou, os olhos dos adversários voltaram a enxergar o São Paulo como tal. Aquelas noites de Libertadores no Morumbi foram transferidas para El Cilindro.

Temos um São Paulo em campo. Com o pique de Marquinhos. Com a experi de Miranda.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos