Sargento da FAB preso com cocaína ainda recebe salário de quase R$ 8 mil

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Sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues, que foi detido no aeroporto de Sevilha, na Espanha, em 2019 (Foto: Redes sociais/ Reprodução TV Globo)
Sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues, que foi detido no aeroporto de Sevilha, na Espanha, em 2019 (Foto: Redes sociais/ Reprodução TV Globo)
  • O sargento da FAB detido com cerca de 37 kg de cocaína continua recebendo salário de quase R$ 8 mil

  • Manoel Silva Rodrigues utilizou aeronave de apoio da comitiva presidencial em 2019

  • Segundo a FAB, Rodrigues exercia a função de comissário de bordo

O segundo-sargento da FAB (Força Aérea Brasileira) Manoel Silva Rodrigues, detido em 2019 na Espanha com cerca de 37 kg de cocaína em aeronave da comitiva do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), continua recebendo salário bruto de quase R$ 8 mil.

Segundo informações do Portal da Transparência publicadas pelo portal UOL, o sargento ainda consta como militar da ativa no Brasil com salário mensal bruto de R$ 7.965,90. Após deduções, o valor passa para R$ 6.343,11, fora verba indenizatória de R$ 321.

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Em junho, quando sua prisão completou dois anos, ele recebeu R$ 10.326,06 devido ao salário mais R$ 3.982,95 de gratificação natalina, mostra o Portal da Transparência. As remunerações de julho e agosto deste ano ainda não estão disponíveis.

A prisão de Rodrigues aconteceu em junho de 2019 durante viagem de Bolsonaro à cúpula do G20. A cocaína estava na bagagem do sargento que voou em uma aeronave de apoio da comitiva. Ele não estava no mesmo voo do presidente. Segundo a FAB, Rodrigues exercia a função de comissário de bordo.

A FAB informou ao portal UOL que o Inquérito Policial Militar instaurado no âmbito do Comando da Aeronáutica foi concluído dentro do prazo. "Os autos foram encaminhados para a Auditoria Militar competente, que enviou para o Ministério Público Militar, a quem coube oferecer a denúncia, estando a ação penal em curso, conforme determina o Código de Processo Penal Militar", disse.

"A exclusão do militar a bem da disciplina só será aplicada ao militar após ter sido condenado à pena restritiva de liberdade individual superior a dois anos, em sentença transitada em julgado, conforme determina o Estatuto dos Militares", completou a FAB ao portal UOL.

A FAB ainda disse atuar para coibir irregularidades e repudiar condutas que "não representam os valores, a dedicação e o trabalho do efetivo em prol do cumprimento de sua missão Institucional".

Rodrigues confessou o crime à Justiça espanhola e foi condenado. Ele disse estar "profundamente arrependido" e acrescentou que aquela foi a primeira vez que traficou drogas, que seu salário "não é muito alto" e que passava por dificuldades financeiras.

Por entender que ele foi sincero e "reconheceu os fatos", a promotoria espanhola reduziu o pedido de pena para seis anos e um dia de prisão, além de uma multa de 2 milhões de euros (cerca de R$ 12,5 milhões). Inicialmente, o Ministério Público havia pedido que ele fosse condenado a oito anos de prisão e a pagar uma multa de 4 milhões de euros (cerca de R$ 25 milhões).

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