Sargento preso por incêndio confessa que pilotou aeronave com 300 kg de cocaína que caiu no MT

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O homem de 45 era suspeito de envolvimento no caso do helicóptero que transportava cerca de 300 kg de cocaína que caiu em Poconé (MT) no último domingo (Foto: Divulgação)
O homem de 45 era suspeito de envolvimento no caso do helicóptero que transportava cerca de 300 kg de cocaína que caiu em Poconé (MT) no último domingo (Foto: Divulgação)
  • Sargento preso por incêndio confessa que pilotou aeronave com 300 kg de cocaína que caiu no MT

  • O homem de 45 era suspeito de envolvimento no caso do helicóptero que transportava cerca de 300 kg de cocaína que caiu em Poconé (MT) no último domingo (1º)

  • Na terça-feira (3), o MP abriu investigação para apurar o envolvimento do policial civil Ronney José Barbosa no caso; o helicóptero está no nome dele

Uma equipe do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso foi acionada para uma ocorrência de incêndio, na noite nesta quarta-feira (4), quando flagrou o terceiro sargento do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, Alberto Ribeiro Pinto Júnior, ateando fogo na mata. 

O homem de 45 era suspeito de envolvimento no caso do helicóptero que transportava cerca de 300 kg de cocaína que caiu em Poconé (MT) no último domingo (1º). Nesta quinta-feira (5), ele confessou ter sido piloto da aeronave, segundo a Polícia Federal.

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Durante a prisão, o sargento, segundo a polícia, tentou oferecer dinheiro aos militares para que ele fosse liberado antes de chegar à delegacia de Polícia Civil de Poconé. 

O sargento foi autuado em flagrante pelos crimes de incêndio em lavoura ou pastagem e corrupção ativa e está preso no presídio do município de Chapada dos Guimarães (MT).

Além da prisão em flagrante, a Justiça de Mato Grosso decretou a prisão temporária do investigado de envolvimento com o tráfico de entorpecentes. 

De acordo com o UOL, Alberto segue preso. A polícia aguarda a apresentação do advogado para conseguir mais informações no envolvimento com o caso do helicóptero.

Polícia investiga como tráfico internacional. Foto: Ciopaer/MT
Polícia investiga como tráfico internacional. Foto: Ciopaer/MT

Envolvimento com o tráfico de drogas

O pedido de prisão foi representado pela Polícia Federal, que investiga o crime de tráfico de drogas relacionado à grande quantidade de cocaína apreendida no helicóptero que caiu.

A droga é avaliada em cerca de R$ 7 milhões. Os investigadores ainda tentam descobrir a quem pertencia os entorpecentes. O sargento é o primeiro suspeito preso.

De acordo com o Grupo Especial de Fronteira (Gefron-MT), a queda foi causada por uma pane no aparelho. Ao redor do helicóptero foi apenas encontrado o carregamento de droga.

O Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopar-MT) acredita que a aeronave estava sendo utilizada para tráfico internacional de drogas. A polícia informou que havia 278,5 quilos de cocaína no helicóptero.

Antes do acidente, agentes já monitoravam um possível caso de tráfico internacional de drogas quando o helicóptero, do modelo Robinson R-44, matrícula PT-RMM, foi encontrado. A aeronave estava parcialmente destruída.

Helicóptero está no nome de policial

Na terça-feira (3), o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) abriu investigação para apurar o envolvimento do policial civil Ronney José Barbosa no caso.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave está no nome do agente que atua como papiloscopista — função que estuda a identificação das pessoas por meio das digitais.

Na segunda-feira (2), o policial chegou a afirmar que comprou a aeronave em 2020, mas vendeu este ano, pois não tinha dinheiro para pagar a documentação. A Anac, no entanto, negou que haja registro recente de venda do helicóptero.

"Até o momento, o proprietário Ronney José Barbosa Sampaio não comunicou a venda de sua aeronave, matrícula PT-RMM, que deve ser feita dentro do prazo de 30 dias pelo vendedor, não pelo comprador", informou.

O servidor público disse ainda que o recibo da venda do helicóptero foi feito em 25 de maio de 2021. A Anac, no entanto, afirma que o policial adquiriu a aeronave em 30 de abril deste ano e, não, em 2020. Seguindo a regra da aviação, o registro da negociação deveria ter sido feito até o dia 25 de junho.

Ainda segundo a Anac, o helicóptero estava com o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) vencido, deste 2017, e não poderia operar.

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