Sargento reformado da PM é preso por matar ex-mulher após agredi-la por mais de 30 anos

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PM foi preso na semana passada - Foto: Divulgação/Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública
PM foi preso na semana passada - Foto: Divulgação/Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública
  • Polícia prendeu o rapaz na última sexta-feira, um mês após o crime

  • Ele teria se revoltado com o término do casamento e, por isso, assassinado a vítima

  • Sueli Pascoal passou mais de três décadas sendo agredida pelo homem

Um sargento reformado da Polícia Militar foi preso na última sexta-feira (5), em Belo Horizonte, acusado de assassinar a ex-esposa após mais de três décadas de agressões. As informações são do G1.

O rapaz, que não teve a identidade revelada, foi detido na casa da irmã, no bairro Mariano de Abreu, com quem havia ido morar há cerca de três meses.

O PM é considerado o principal suspeito do assassinato de Sueli Pascoal, de 50 anos, ocorrido no último dia 8 de outubro. Segundo a polícia, ele teria descarregado um revólver calibre 38 no rosto da mulher.

"Demonstra o menosprezo e a discriminação pela vida da mulher, que, em tese, ele fala que é posse dele. Essa é uma característica dos feminicidas, dos agressores. Atingir justamente as partes femininas: o rosto, seios e outras partes que demonstram a feminilidade", declarou a delegada Ingrid Estevam.

Segundo a investigação, Sueli teria decidido se separar do suspeito seis meses antes do crime, o que teria feito com que os episódios de agressão e violência protagonizados pelo rapaz se intensificassem.

Sueli chegou a guardar provas das agressões - Foto: Getty Images
Sueli chegou a guardar provas das agressões - Foto: Getty Images

O PM alega que agiu em legítima defesa. Ele diz que atirou após ser atacado pela mulher ao pedir que ela deixasse o imóvel onde morava, mas a polícia não acredita na versão.

Pedidos de medidas protetivas

Em junho desse ano, já após o divórcio, Sueli foi vítima de uma tentativa do homicídio. Na época, ela procurou a delegacia e conseguiu uma medida protetiva contra o ex-marido.

Após ser ameaçada, ela voltou à polícia em setembro, dessa vez para pedir que a medida fosse derrubada. Em 7 de outubro, mas uma vez requisitou a medida, mas não houve temo hábil. No dia seguinte, foi brutalmente assassinada.

Histórico de agressões

A polícia constatou que Sueli foi vítima de violência doméstica por 32 anos. “Dentre o histórico de violência, abusos psicológicos, agressões, inclusive quando ela ainda estava gravida de um dos filhos, cadeiradas nas costas que deixaram marcas até os dias atuais, maxilar quebrado, cabelos arrancados”, contou Ingrid.

Os policiais encontraram fotos que Sueli guardava para utilizar como prova das agressões do PM. Até um chumaço de cabelo dela arrancado por ele foi localizado.

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