Migrantes centro-americanos chegam à fronteira México-Estados Unidos

Cidade do México, 13 nov (EFE).- Dezenas de migrantes centro-americanos chegaram nesta terça-feira à fronteira México-Estados Unidos e escalaram a cerca que divide ambos países em uma espécie de primeira etapa de seu objetivo final de entrar em território americano.

Os migrantes chegaram a pé até a região de Playas de Tijuana onde o sítio fronteiriço adentra nas águas do Pacífico, sob os olhares dos agentes da Patrulha Fronteiriça dos EUA.

Apesar da presença dos agentes, cerca de 20 integrantes da caravana migrante escalaram os postes de metal que fazem a função de muro divisório.

Os migrantes chegaram à cidade de Tijuana nesta terça-feira pela manhã e imediatamente se transferiram à fronteira para comprovar que estão a um passo dos Estados Unidos.

Diante das dificuldades para ingressar nos Estados Unidos, os migrantes se postaram ao longo da linha e do farol e outros se banharam no mar.

Esta caravana partiu no último dia 13 de outubro de San Pedro Sula, em Honduras, e uma avançada, formada por uma centena de membros da comunidade de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais, já está em Tijuana e planeja solicitar asilo às autoridades americanas nos próximos dias. Outros mais chegaram ao estado de Sonora.

Por outra parte, integrantes da segunda caravana de hondurenhos continuam entrando na Cidade do México, onde, segundo o último reporte das autoridades, chegaram cerca de 1.200 pessoas, que descansam em um complexo esportivo da capital.

Outros 2.000 migrantes, procedentes na sua maioria de El Salvador, partiram na véspera de Sayula, no estado de Veracruz, para Puebla.

Uma quarta caravana, também de salvadorenhos, está dividida entre os estados de Oaxaca e Veracruz. A estimativa é que esteja integrada por cerca de 1.800 pessoas.

Por sua parte, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos informou hoje que o secretário James Mattis viajará nesta quarta-feira à fronteira com o México para conhecer o estado das tropas enviadas à região, cuja missão é impedir a entrada ao país de imigrantes ilegais. EFE