Conheça o criador do 'Sasha Dog', filtro de cachorro do Instagram que viralizou no Brasil

Sasha Dog. Foto: Reprodução / Twitter
Sasha Dog. Foto: Reprodução / Twitter

Você talvez tenha visto a foto de um cachorro, semelhante a um pastor alemão, deitado com a cabeça sobre as patas dianteiras, nas fotos dos seus amigos no Instagram ou no WhatsApp. Ou talvez tenha recebido essa foto de alguém dizendo que tinha adotado um cachorro.

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Mas a esta altura você já deve saber que este cachorro não é de verdade. Trata-se do Sasha Dog, um filtro de realidade aumentada disponível por meio dos stories do Instagram. O truque de edição viralizou nas redes sociais na última semana e pregou peças em muita gente.

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O criador do filtro é Antonio Ruggiero, um programador italiano de 26 anos. O cão na imagem é, na verdade, uma cadela: a brincalhona vira-latas Sasha, de 7 anos. Antonio e Sasha vivem na cidade de Pádua, próximo a Veneza, no norte da Itália.

O programador conta que trabalha com modelagem em 3D para uma empresa local chamada Uqido. Para criar o filtro de realidade aumentada que viralizou nas redes, ele usou uma técnica chamada "fotogrametria".

Essencialmente, esta técnica permite criar modelos em três dimensões a partir de fotos em 2D. Para isto, é preciso registrar dezenas de fotos, dos mais variados ângulos diferentes, e depois juntar essas fotos numa modelagem criada pelo computador.

O ideal é que o objeto fotografado esteja totalmente parado. "Um dia eu vi minha cadela deitada no chão debaixo de uma sombra, era um dia muito quente", conta Antonio ao Yahoo! Finanças. "Ela está sempre correndo por aí, então aquela era uma oportunidade única de achá-la parada."

Antonio fez fotos e vídeos de Sasha deitada naquela mesma posição. Ela se moveu algumas vezes, mas quando o programador fez o molde 3D da imagem, o resultado saiu "perfeito". Segundo ele, é a fotogrametria o que garante o impressionante realismo da imagem.

Sasha, a cadela que inspirou o filtro do Instagram. Foto: Antonio Ruggiero
Sasha, a cadela que inspirou o filtro do Instagram. Foto: Antonio Ruggiero

Em seguida, Antonio recorreu ao Spark AR, programa que a sua empresa usa para criar filtros de Instagram e Facebook para clientes corporativos, para transformar Sasha em um objeto 3D a ser compartilhado pelas redes sociais.

Até este momento, Antonio sequer tinha uma conta no Instagram. "Eu só criei o filtro para mostrar para meus amigos e colegas. Eu sabia que aquilo era público então esperava alguns seguidores. Mas estourou e agora eu estou com a caixa de mensagens lotada", diz.

Segundo o criador do filtro Sasha Dog, antes de viralizar no Brasil, a pegadinha do cachorro 3D se popularizou primeiro na Malásia. No país onde o islamismo é a religião predominante, jovens estavam usando o filtro para pregar peças nos pais mais fundamentalistas que acreditam ser pecado criar cães como animais de estimação dentro de casa.

Agora, Antonio se prepara para lançar um novo filtro de realidade aumentada. Ele não adianta do que se trata, mas diz que é baseado em um "meme". "Não espero o mesmo sucesso do Sasha Dog desta vez, mas se viralizar, vou ficar feliz", comenta.

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