'Saudade do abraço que não pude dar', diz Janja sobre Marielle

***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 08.03.2023 - A primeira-dama Rosangela Silva, a Janja. (Foto: Gabriela Biló/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 08.03.2023 - A primeira-dama Rosangela Silva, a Janja. (Foto: Gabriela Biló/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, lembrou os cinco anos do assassinato de Marielle Franco (PSOL) e homenageou a vereadora em suas redes sociais nesta terça-feira (14).

"Cinco anos sem Marielle e a saudade do abraço que nunca pude dar! Mas com a certeza de que a força dela emana em cada mulher que encontro pelo caminho e que seguimos juntas, com Marielle e por Marielle", escreveu.

Janja também afirmou que segue "na luta por justiça e por honrar sua memória" e citou a proposta do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de criar o Dia Nacional Marielle Franco.

A medida foi anunciada pelo presidente em evento no Palácio dos Planalto no último dia 8, Dia Internacional da Mulher.

A primeira-dama é próxima da ministra Anielle Franco (Igualdade Racial), irmã de Marielle. Em viagem que fez aos Estados Unidos para acompanhar Lula, em fevereiro, por exemplo, as duas visitaram o National Museum of African American History and Culture. Elas também cumpriram agendas no Rio de Janeiro, na semana passada.

Há cinco anos, na noite de 14 de março de 2018, Marielle e o motorista Anderson Gomes foram assassinados a tiros no centro do Rio de Janeiro. As investigações seguem, até agora, sem conclusão.

Os ex-policiais militares Ronnie Lessa, acusado de ser o autor dos disparos, e Élcio de Queiroz, acusado de dirigir o carro usado no crime, foram presos em março de 2019 e se tornaram réus pelos homicídios. Desde então, as autoridades tentam identificar possíveis mandantes do crime.

Em fevereiro, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, determinou a instauração de um inquérito da Polícia Federal para ampliar a colaboração federal nas investigações.