Saúde descarta uso de CoronaVac por baixa efetividade acima de 80 anos

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Vials of the China Sinovac CoronaVac vaccine sit on a table during a priority vaccination program for the elderly at Bezerra de Menezes Asylum in Brasilia, Brazil, Thursday, Feb. 18, 2021. (AP Photo/Eraldo Peres)
Vials of the China Sinovac CoronaVac vaccine sit on a table during a priority vaccination program for the elderly at Bezerra de Menezes Asylum in Brasilia, Brazil, Thursday, Feb. 18, 2021. (AP Photo/Eraldo Peres)
  • Outra justificativa seria o status de aprovação emergencial que a vacina mantém na ANVISA;

  • A decisão foi informada à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19;

  • Ministério prioriza a compra das vacinas Pfizer e AstraZeneca para 2022.

O Ministério da Saúde que deixará de usar a CoronaVac na vacinação contra a covid-19 em 2022. Segundo a pasta, o imunizante tem "baixa efetividade entre idosos acima de 80 anos". Outra justificativa seria o status de aprovação emergencial que a vacina mantém na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

A decisão foi informada à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19. A resposta foi dada por Danilo de Souza Vasconcelos, diretor de Programa da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, e Rosana Leite de Melo, secretária do mesmo setor.

"Até o presente momento a autorização é temporária de uso emergencial, que foi concedida para minimizar, da forma mais rápida possível, os impactos da doença no território nacional", informaram os servidores à CPI.

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No Brasil, as vacinas da Pfizer e da Astrazeneca/Fiocruz já obtiveram o registro definitivo. Tanto a CoronaVac quando a Janssen têm o registro emergencial. O Ministério da Saúde prioriza a compra de doses das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca para a campanha de imunização contra a Covid-19 em 2022.

A ideia é garantir de 100 milhões a 150 milhões de unidades de cada modelo, os únicos com registro definitivo da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e já incorporados ao SUS.

"Discussões na Câmara Técnica que não indicaram tal imunizante como dose de Reforço ou Adicional - conforme NT Técnicas SECOVID, assim, no atual momento, só teria indicação como esquema vacinal primário em indivíduos acima de 18 anos. Há estudos em andamento que sinalizam que mesmo usando em esquema vacinal primário há que se considerar uma terceira dose", completou a dupla.

Por causa da tecnologia empregada na elaboração, era esperado pelos especialistas que a efetividade da CoronaVac fosse inferior em idosos. Um estudo preliminar com adultos acima de 70 anos aponta efetividade média de 42% da Coronavac contra a Covid.

CPI exigiu explicações de Queiroga

A CPI da Covid no Senado aprovou na última terça-feira (5) um requerimento com questionamentos ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, sobre a descontinuidade do uso da Coronavac em 2022. O ministério anunciou que não há intenção do governo federal em adquirir novas doses do imunizante desenvolvido pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan, ligado ao governo do estado de São Paulo.

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