Scotland Yard investiga alegações de tráfico de Mo Farah

Mo Farah conquistou duas medalhas de ouro nas Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016. Foto: Adrian Dennis/AFP via Getty Images
Mo Farah conquistou duas medalhas de ouro nas Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016. Foto: Adrian Dennis/AFP via Getty Images

A Scotland Yard, conhecida polícia de Londres, confirmou na última terça-feira (13) que está “avaliando” as alegações feitas pelo tetracampeão olímpico Mo Farah de que um casal o traficou para o Reino Unido quando ele era criança.

O corredor de 39 anos revelou que seu nome verdadeiro é Hussein Abdi Kahin e que o nome Mohamed Farah foi dado a ele pelos traficantes que agora enfrentam uma potencial investigação policial.

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Mo Farah fez as alegações no documentário da BBC The Real Mo Farah, e aproveitou para agradecer o ex-professor de educação física Alan Watkinson por salvá-lo da servidão doméstica.

Watkinson disse aos cineastas que sabia a verdade, mas não se arrependia de não revelar às autoridades, pois significava que poderia ajudar o então aluno a encontrar um novo lar.

“Quando você passou pelo processo de serviço social, você ficou como Mohamed Farah. Na minha opinião, nesse ponto, o estado o reconheceu como Mohamed Farah. Acho que nem eu nem a escola fizemos nada de errado”, explicou.

A Polícia Metropolitana está agora “avaliando as informações disponíveis” enquanto considera se deve iniciar uma investigação, disse um representante ao jornal ‘The Telegraph’.

“Estamos cientes de relatos na mídia sobre Sir Mo Farah. Nenhum relatório foi feito ao ministério público até o momento”, declarou um porta-voz da polícia que prosseguiu.

“Acreditamos que há vítimas da escravidão moderna, incluindo crianças em todos os bairros de Londres e o público pode encontrá-las todos os dias, possivelmente sem perceber. Além de serem exploradas sexualmente, as vítimas foram encontradas trabalhando na construção civil, servidão doméstica, agricultura, fábricas de maconha e em lugares onde você mesmo usa, como lavadores de carros, barbeiros entre outras atribuições”, finalizou.

Acredita-se que o marido e a esposa que teriam traficado o atleta olímpico ainda estejam morando no Reino Unido.

Após o anúncio chocante, Mo Farah que é um dos maiores nomes do esporte olímpico britânico, onde foi condecorado pela rainha Elizabeth II com o título de Comandante da Ordem do Império Britânico, disse que estava “muito orgulhoso” do documentário, que lhe permitiu “abordar e aprender mais” sobre seu passado e sua jornada para a Grã-Bretanha.

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