“Se dependesse de mim, eu teria comprado a Pfizer, a Janssen”, diz ex-assessor de Pazuello

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Airton Cascavel, ex-assessor de Pazuello, depõe à CPI da Covid no Senado (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
Airton Cascavel, ex-assessor de Pazuello, depõe à CPI da Covid no Senado (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

O empresário Airton Soligo, conhecido como Airton Cascavel, afirmou nesta quinta-feira (5) à CPI da Covid no Senado que o grande problema na vacinação contra covid-19 no Brasil foi a “politização”.

“Eu fiz a minha parte”. “Se dependesse de mim, eu teria comprado a Pfizer, teria comprado a Janssen”, disse. Mas ele negou que tenha participado de negociações para a compra de vacinas.

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Cascavel foi assessor do Ministério da Saúde na gestão do general Eduardo Pazuello. Conhecido como “ministro político”, ele era responsável pela articulação com deputados, senadores, governadores e prefeitos.

Segundo o ex-servidor, ele foi chamado para atuar na função de “facilitador” entre a pasta, estados e municípios, já que “militares não têm traquejo político”.

"Nunca houve um processo de terceirização de competência. Eu trabalhava na interlocução com prefeitos e secretários. Tinha ali uma relação de diálogo permanente da ponta, da base com o ministério. Era um facilitador", disse.

Airton Cascavel foi convocado para prestar depoimento à CPI após o Ministério Público Federal (MPF) determinar que a Polícia Federal abrisse um inquérito para investigá-lo.

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