'Se eu perder houve fraude' é discurso de quem não aceita a democracia, diz Barroso

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
·2 minuto de leitura
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 16.11.2020 - O ministro do STF, Luis Roberto Barroso. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 16.11.2020 - O ministro do STF, Luis Roberto Barroso. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, voltou a fazer críticas ao voto impresso nesta quinta-feira (29) e disse que o discurso de que "se eu perder, houve fraude, é um discurso de quem não aceita a democracia".

Nos últimos dias, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem feito ameaças contra o processo democrático brasileiro e, sem apresentar nenhuma prova, afirmou que há fraude eleitoral no TSE.

Nesta noite, Bolsonaro promete fazer uma exposição para apresentar provas de que há "várias inconsistências" nas eleições e nas urnas eletrônicas.

Sem citar o presidente, Barroso afirmou que não há fraudes no processo eleitoral brasileiro desde 1996, quando as urnas eletrônicas começaram a ser utilizadas.

"Em 2014, o candidato derrotado pediu a auditoria do sistema, foi feita a auditoria e o próprio partido do candidato foi convencido que não houve fraude", lembrou, se referindo a Aécio Neves (PSDB), que perdeu as eleições daquele ano por uma diferença de cerca de 3,5 milhões de votos para Dilma Rousseff (PT).

Durante inauguração do TRE-AC (Tribunal Regional Eleitoral do Acre), Barroso também criticou a PEC (proposta de emenda à Constituição) do voto impresso, que tramita na Câmara dos Deputados. Para o presidente do TSE, a mudança, caso ocorra, "será para pior".

Segundo ele, a impressão do voto resultará em fraudes, problemas na recontagem e colocará em risco a segurança do sistema e o sigilo do voto.

"O voto impresso não é mecanismo de auditoria do voto eletrônico pela singela razão de que o voto impresso é menos seguro do que o voto eletrônico. Você não cria um objeto de auditoria menos seguro do que o objeto que está sendo auditado", disse.

O presidente do TSE tem sido alvo de ataques por se posicionar contra a proposta. Durante conversa com apoiadores no início deste mês, Bolsonaro chegou a chamá-lo de "idiota" e "imbecil".

No discurso desta quinta, Barroso argumentou que "uma causa que precise de ódio, de mentira, de desinformação, de agressividade, de grosseria, não pode ser uma causa boa".

Em outro momento, ele defendeu a democracia e disse não ser dono da verdade, mas ressaltou que "a mentira deliberada tem dono e essa precisa ser adequadamente denunciada".

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos