Se não dormir, não flerte: noite em claro faz jovens acharem outras pessoas feias, diz estudo

Um estudo da Universidade de Uppsala, na Suécia, mostra que jovens, quando são privados de sono, olham para rostos de outras pessoas e se atraem menos por eles. Publicado na revista "Nature and Science of Sleep", a pesquisa se utilizou de um rastreamento ocular, feito a partir de um sensor que detecta o que uma pessoa está olhando em tempo real. Para isso, 45 homens e mulheres passaram duas noites sem dormir e foram avaliados na manhã seguinte.

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A privação do sono se relaciona, segundo o estudo, com a interação social de cada um. Por isso, após avaliar o grupo de 45 pessoas com idades entre 20 e 25 anos, a pesquisa revela o seguinte: a perda de sono está associada a impressões mais negativas sobre os outros, inclusive no quesito "atração".

No geral, quem não dormiu diminuiu o tempo da "fixação" nos rostos de outras pessoas, que foram avaliados como "menos confiáveis" ou "menos atraentes" após a noite em claro, mas independentemente da emoção que eles demonstravam.

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Anteriormente, a hipótese era a de que, após serem privados de sono, os humanos olhariam por mais tempo em rostos felizes, zangados e com medo do que em rostos neutros.

Para efeito de comparação, os participantes puderam ter uma noite de oito horas de sono para que os movimentos oculares também fossem calculados, uma semana depois. Entre os cuidados tomados: mulheres tiveram suas sessões de estudo marcadas fora de período menstrual e, uma semana antes da primeira noite de estudos, os participantes tiveram uma noite de adaptação.

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Durante as noites experimentais, os 45 participantes tiveram uma janta padronizada às 19h. Na noite de sono, eles puderam dormir entre 23h e 7h. Já na noite de privação de sono, eles contaram com filmes, livros e jogos, mas sem poder ingerir alimentos, nem bebidas.

A conclusão do estudo cita que "as expressões faciais são cruciais para as interações sociais" e, por isso, quando você passa menos tempo olhando para os rostos de outras pessoas, isso pode trazer problemas sociais, diz o artigo. Os pesquisadores citam imprecisões e atrasos de julgamento do estado emocional dos outros.

Os pesquisadores, no entanto, destacam que a amostra não permite conclusões mais abrangentes: "Nossos participantes eram adultos jovens. Assim, não sabemos se nossos resultados são generalizáveis ​​para outras faixas etárias. Além disso, não sabemos se resultados semelhantes seriam vistos entre aqueles que sofrem de perda crônica de sono", diz um dos autores do estudo, o doutorando Lieve van Egmond.

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