'Se o Lula vencer, eu volto para o Brasil', afirma Jean Wyllys

Jean Wyllys (Foto: MAURO PIMENTEL/AFP/Getty Images)
Jean Wyllys (Foto: MAURO PIMENTEL/AFP/Getty Images)

O ex-deputado federal Jean Wyllys afirmou que se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vencer as eleições deste ano, ele voltará ao Brasil porque vai fazer parte da reconstrução. Reeleito em 2019, ele teve de renunciar ao mandato devido às ameaças de morte que sofreu da extrema direita.

Hoje, ele mora em Barcelona, na Espanha. Do exterior, ele viu a ascensão de Bolsonaro, e da violência, do ódio e das ameaças de golpe.

“O Lula vencendo, eu volto porque eu vou fazer parte da reconstrução. Eu volto mais forte para ajudar”, contou em entrevista à CartaCapital.

"O Lula vai precisar de muitos braços, inclusive no Parlamento. Eu espero que sejam eleitos muitas deputadas e muitos deputados de esquerda, centro-esquerda e da direita civilizada. […] O Lula vai precisar de pessoas como eu e de gente que está disposta a reconstruir o País, cada um no seu papel.”

Na conversa, o ex-parlamentar comparou o pleito deste ano com o de 2018.

“A eleição deste ano vai ser violenta e o louco é que a gente considere que será violenta e trate como algo normal. Em 2018, foi violenta porque veio em um contínuo de rupturas democráticas que desembocaram naquele ambiente terrível”, avaliou.

“Agora, não tem surpresa. O governo Bolsonaro foi um governo de violência, um anti-governo, pois ele não governou, ele produziu inimigos. Bolsonaro seguirá utilizando a violência. Estranho é que haja um clima de violência sem que as instituições tomem alguma providência. E isso acontece porque parte dos militares está no governo. Essas pessoas que deveriam zelar pela lei e ordem estão invertendo os valores e promovendo a balburdia”, acrescentou.

Sobre a possibilidade de Bolsonaro dar um golpe, Wyllys disse que ele pode até fazer porque é “estúpido”, mas que não vai durar muito tempo, além de internacionalmente não ter ambiente para isso.

“O país que poderia apoiar o golpe, os Estados Unidos, não tem interesse. Eles têm seus próprios problemas, que é o trumpismo. A América Latina também não apoia, principalmente depois da eleição do [Gabriel] Boric [no Chile], de [Gustavo] Petro [na Colômbia] e do Alberto Fernandes na Argentina. A União Europeia muito menos. Então, não tem ambiente. Até porque não tem como o Brasil virar um desses países isolados, onde tiranos se revezam e o resto do mundo não não se preocupa.

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