O que se sabe do ataque com um caminhão em Estocolmo

Serviços de emergência trabalham em local de atentado em Estocolmo em 7 de abril

A polícia sueca deteve um homem, procedente do Uzbequistão, suspeito de ter cometido o atentado com caminhão que deixou quatro mortos e 15 feridos em Estocolmo.

A seguir, o que se sabe até agora sobre o ataque de sexta-feira no centro de Estocolmo:

- Um caminhão como arma -

Um caminhão avançou contra os pedestres pouco antes das 13H00 GMT (10H00 de Brasília) perto de uma loja de departamentos, na junção entre uma das mais movimentadas ruas de pedestres da capital, Drottningsgatan, e uma das principais artérias da cidade, Klarabergsgatan.

Depois, o veículo se chocou contra a fachada da loja. Uma espessa nuvem de fumaça começou a sair do local.

"Fez o mesmo ruído que uma bomba que explode e começou a sair fumaça da entrada principal" da grande loja de departamento Åhléns, disse uma testemunha no local, Leander Nordling, de 66 anos, ao jornal sueco Aftonbladet.

O local foi isolado rapidamente pela polícia e vários helicópteros sobrevoaram o centro da cidade.

- Quatro mortos -

O ataque deixou quatro mortos e 15 feridos, nove deles em estado grave, incluindo crianças.

- Um atentado -

"A Suécia foi atacada", declarou o primeiro-ministro, Stefan Lövfen, aos meios de comunicação locais. "Tudo aponta para um atentado terrorista", acrescentou.

"Os terroristas querem que tenhamos medo, querem que mudemos nossos hábitos, querem que não vivamos nossa vida normalmente. Mas isso é o que vamos fazer. Os terroristas não poderão derrotar a Suécia. Nunca", lançou o primeiro-ministro em uma coletiva de imprensa.

O autor do atentado roubou o caminhão aproveitando "uma entrega em um restaurante", declarou uma porta-voz da transportadora Spendrups, Rose-Marie Hertzman.

- Duas detenções -

Durante a investigação, a polícia sueca deteve duas pessoas.

Um uzbeque de 39 anos, simpatizante do grupo extremista Estado Islâmico (EI), detido na tarde de sexta-feira em Märsta, 40 km ao norte de Estocolmo, suspeito de conduzir o caminhão, ficou em prisão preventiva a disposição da justiça.

Outro homem, detido na noite de sexta-feira em um subúrbio de Estocolmo, pode estar vinculado ao uzbeque, segundo fontes policiais citadas pela televisão pública SVT.

- Uma cidade de luto -

Neste sábado, Estocolmo estava de luto, com a bandeira a meio mastro no palácio real, na sede do governo, no parlamento e na prefeitura.