Se Selic cair de novo, juro do cheque especial vai recuar mais na Caixa, diz presidente do banco

Renata Vieira e Daniel Gullino
Caixa Econômica anunciou um lucro líquido de R$ 8,026 bilhões no terceiro trimestre de 2019

BRASÍLIA - O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou na manhã desta segunda-feira que já há uma “aprovação matemática” no banco para promover novas reduções nas taxas do cheque especial e do rotativo do cartão de crédito se a taxa básica de juros, a Selic, sofrer uma nova redução na semana que vem, após decisão do Comitê de Política Monetária (Copom)

- Semana que vem, se houver redução da Selic, já houve aprovação matemática, faremos mais uma redução do cheque especial e do rotativo do cartão de crédito - afirmou Guimarães, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, em evento do banco para promover ações de inclusão de pessoas com deficiência no quadro de funcionários da instituição.

O Copom se reúne na próxima terça-feira, dia 10, para definir a taxa Selic. Na última reunião, a autoridade monetária reduziu a taxa em 0,5 ponto percentual, colocando-a em 5% ao ano - o menor patamar da história.

O colegiado também sinalizou que poderia promover um corte de “igual magnitude” na Selic até o final do ano.

Em seu discurso, Bolsonaro elogiou a decisão anunciada por Guimarães:— Com essa decisão do Pedro de diminuir taxas, o seu banco cada vez mais ganha clientes, diminui inadimplentes e, obviamente, aumenta o lucro.

Foco no microcrédito

Guimarães também afirmou que o foco de operações da Caixa Econômica em 2020 será a modalidade do microcrédito. Ele anunciou também que, no próximo ano, fará uma viagem à Índia e à China junto ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para ver de perto experiências nessa seara.- Vamos focar no ano que vem em ser o banco do microcrédito. Conversei com o Paulo Guedes e com o Roberto Campos. Faremos viagem à Índia e à China e ano que vem vamos anunciar uma revolução nessa operação de microcrédito. Vamos fazer operação para 20, 30 milhões de brasileiros que não tem nada, e que pegam hoje (crédito) a 22% ao mês. Isso não é correto, com 3% de inflação e 5% de juros ao ano - afirmou.Durante a cerimônia, Bolsonaro e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, abriram, cada um, uma conta no banco público.