‘Se todo mundo pagar um pouquinho, não precisa pagar muito’, diz Guedes sobre ‘nova CPMF’

Redação Notícias
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Segundo Guedes, a proposta será enviada ao Congresso nos próximos dias (Foto: Agência Brasil)
Segundo Guedes, a proposta será enviada ao Congresso nos próximos dias (Foto: Agência Brasil)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou que vai propor a criação de um imposto sobre transações eletrônicas, chamado internamente de "nova CPMF", com alíquota entre 0,2 % e 0,4%. “Se todo mundo pagar um pouquinho não precisa pagar muito”, afirmou, na quarta-feira (15), em entrevista à Jovem Pan.

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Segundo Guedes, a proposta será enviada ao Congresso nos próximos dias. O objetivo é usar essa nova base de arrecadação para compensar a redução e a desoneração de outros impostos.

A taxação também servirá para financiar o Renda Brasil, projeto que pretende unificar uma série de programas sociais em uma única política de renda básica.

Segundo o ministro, um dos motivos para a cobrança é o aumento de emissões de notas fiscais eletrônicas entre companhias. “No mês de junho deste ano foram 70% acima do que no mesmo mês do ano passado. Cada vez mais estamos entrando em um mundo digital", disse.

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Guedes acredita que o novo imposto não vai pesar mais para os mais pobres, porque será proporcional ao nível de pagamentos de cada cidadão. "O rico que é quem faz mais transação vai pagar mais", afirmou. "Traficante de droga paga, traficante de arma paga, corrupto paga, todo mundo paga".

Além da criação de uma “nova CPMF”, o governo enviará ao Congresso uma série de propostas sobre a simplificação de impostos. Uma vez no parlamento, a ideia é que as propostas sejam fundida com os textos já existentes.

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Guedes admitiu que a sugestão sofre resistências. Em entrevista ao G1, o presidente da Câmara dos deputados, Rodrigo Maia, disse que é contra a criação da nova CPMF. "A sociedade não aceita novo imposto".

O ministro da Economia, por sua vez, respondeu as críticas dizendo que o imposto que incida sobre transações, como a antiga CPMF, é “feio, mas não é tão cruel” em comparação com outras taxações.

Segundo o G1, ainda há, no Congresso, forte reação à proposta de se criar o Imposto Sobre Transações Eletrônicas. Porém o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) começou a atuar para vencer essa resistência.

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