Se vencer, Macron terá de ir mais para o campo da esquerda, acredita economista da UFRJ

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Esta sexta-feira (22) marca o último dia da campanha oficial do segundo turno da eleição presidencial francesa. Os eleitores terão de escolher no próximo domingo (24) entre dois projetos e candidatos opostos: o presidente centrista Emmanuel Macron e Marine Le Pen, da extrema direita. Ao avaliar a eventual influência dessa eleição na França no Brasil, a economista Lena Lavinas diz que se Macron vencer, "ele terá de ir mais para o campo da esquerda".

Os dois candidatos fazem campanha nas ruas até o último minuto para tentar convencer os indecisos. Segundo as últimas pesquisas, Macron venceria com uma margem de entre 54 a 57,5%. Mas a taxa de abstenção, que se anuncia alta, pode criar surpresas.

Os eleitores terão de escolher no próximo domingo entre dois projetos opostos sobre a Europa, a economia, o poder aquisitivo, a relação com a Rússia, o futuro das aposentadoria e a imigração.

Para Lena Lavinas, especialista em políticas sociais, professora titular da UFRJ e atualmente professora visitante da Universidade de Londres, essa polarização, que se acentuou durante o governo Macron, reflete uma grande insatisfação da população. “Está muito claro que existe um bloco de extrema direita que se constituiu progressivamente nos últimos anos na França, como em outros países da Europa. E, sem dúvida nenhuma, como em outros países da Europa, isso é reflexo da debilidade e do fracasso das políticas que governos social-democratas e socialistas não implementaram”, afirma.

Os dois candidatos que chegaram ao segundo turno revelam “as clivagens profundas que existem entre ambos”. Mas segundo a professora da UFRJ, o fim dessa campanha na França não foi previsível.


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