"Se você vota em quem matou milhares, há sangue nas mãos", diz ativista indígena

"A gente nao pode esquecer o que passamos durante a pandemia, durante esse anos. Tivemos quase a democracia roubada. Foram mais de 600 mil mortes no Brasil; povos indígenas mortos; valas que enterraram várias pessoas por uma política negacionista, que mata, que limita os povos indígenas, as comunidades pretas, as periferias, os LGBTQIA+, as classes que estão aí no Brasil", afirma Samela Sateré Mawé para o Y aí? Podcast.

"Fizemos um mutirão de tiragem de título [de eleitor] no começo do ano para que a juventude exerça seu papel e faça a diferença. Agora chega a segunda parte, a mais difícil, em que vamos escolher as pessoas que nos representam. E a gente tem que lembrar que somos responsáveis pelas consequências das ações das pessoas que colocamos no poder. (...) Se colocamos uma pessoa que matou milhares, há sangue na nossa mão", declara.

O episódio "Ausência de mulheres na política" está disponível em todas as plataformas digitais, como YouTube e Spotify.

Sobre o Y aí? Podcast

Política e juventude estão completamente interligadas - isso não podemos negar. O ano de 2018 foi decisivo para essa população. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o aumento do eleitorado foi particularmente expressivo na faixa etária de jovens de 16 e 17 anos, chegando a 51%. Vale lembrar ainda que para esse público o alistamento eleitoral e o voto são facultativos.

Podemos dizer que jovens e adolescentes estão mais ligados em política? Ou eles sempre tiveram e a gente que não percebeu? Qual o papel do TikTok nas eleições deste ano? Influenciadores digitais devem se posicionar? Por que mesmo em 2022 as mulheres ocupam poucos espaços na política?

Atento a essas e outras questões, o Yahoo lançou neste semestre o podcast “Y aí?”, comandando pelas jornalistas Ailma Teixeira, Bruna Calazans, Edda Ribeiro e Gabriela Feitosa.

A ideia é bater um papo descontraído, mas de qualidade, com quem vai votar pela primeira vez nas Eleições 2022 ou que ainda não está familiarizado com o processo eleitoral. “A proposta é colocar em debate temas que são importantes neste período e ideias que precisam ser consideradas antes de apertar o ‘confirma’ nas urnas”, explica a repórter Bruna Calazans.