Seca em França preocupa agricultores e particulares

Por causa da seca, em França, há várias casas em risco. As fissuras começaram a multiplicar-se em imóveis construídos sobre terrenos argilosos.

Uma dor de cabeça para os proprietários, que pode atingir ate 10 milhões de casas este ano.

Nas regiões vínicas, a vindima também começou, este ano, mais cedo, em meados de agosto. Normalmente arrancava a meio de setembro.

Uma consequência da seca, dizem os especialistas, e das alterações climáticas.

"Geralmente regamos antes de plantar, logo após a plantação da videira e talvez uma ou duas vezes, mas desta vez, talvez seja a quarta vez que regamos as vinhas jovens, além do que costumamos fazer normalmente", sublinha Manon Lecouffe, trabalhadora no Chateau Smith-Haut-Lafitte, que produz vinho.

Nos pastos, falta alimento para o gado. O norte de França foi particularmente atingido.

O agricultor Gilles Durlin não esconde a preocupação com o futuro de 80 vacas leiteiras que detém. Deveriam estar a pastar nesta altura, mas como não têm o que comer estão a consumir a forragem armazenada para o inverno.

"Em princípio, as vacas serão vendidas se não puderem ser alimentadas. Se forem vendidas, haverá menos leite no próximo ano, o que significa ainda mais pressão sobre os produtos lácteos a partir e 2023", explica Gilles Durlin.

O fenómeno que se verifica em França é transversal a vários países europeus.

De acordo com dados do Governo, em Portugal, 60% do território encontra-se em seca extrema e 40% em seca severa.