Secretária municipal de Transportes diz que não haverá aumento de passagens no Rio

Rafael Nascimento de Souza
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Gabriel de Paiva / Agência O Globo

RIO — A secretária municipal de Transportes, a economista Maína Celidonio de Campos, anunciou na manhã desta segunda-feira que "não haverá aumento das passagens" na cidade do Rio e que fará, nos próximos dias, uma auditoria no sistema do BRT. De acordo com Maína, existem "problemas com esse contrato em relação à transferência do cálculo dessa tarifa". Em relação ao corredor expresso TransBrasil, a secretária disse que "um estudo está sendo feito" para que, então, a prefeitura decida o que fazer. A informação foi passada nesta manhã, em Santa Cruz, na Zona Oeste, durante uma vistoria na estação do BRT no bairro.

— Não está no calendário o aumento de (tarifa no) transporte no município. Não tem nenhum planejamento para aumentar a passagem — informou Maína, que completou sobre a atual situação do BRT: — Precisamos entender o sistema (BRT), a frota e, além de tudo, temos problemas com esse contrato em relação à transferência do cálculo dessa tarifa.

Segundo a Secretaria municipal de Transporte, "um estudo está sendo feito para levantar qual é a frota do BRT que está rodando e quantos ônibus estão parados nas garagens". O objetivo é fazer um diagnóstico para saber o que poderá ser restabelecido imediatamente.

— Além disso, vamos fazer um estudo da demanda para ver quais são as estações, horários chave, para que a gente aumente essa frota em horários específicos. Faremos isso no mês de janeiro para trazer uma regularidade para o serviço e mitigar as aglomerações — salientou a secretária.

Maína Celidonio de Campos disse que a pasta que comanda também está fazendo um estudo de todas as linhas alimentadoras e não alimentadores "que caíram durante a pandemia ou já estavam sem operação para entender o motivo pelo qual essas linhas de ônibus não estão em operação".

— Têm empresas de ônibus que faliram, completamente, e aí o consórcio tem que restabelecer o serviço. Tem linhas que diminuíram a frequência ou que a empresa parou por achar que não tinha uma demanda. Vamos entrar em contato com o consórcio para discutir cada caso. Até o fim do mês ficará pronto um estudo para mostrar a quantidade de ônibus que poderão voltar (às ruas) — prometeu Maína.

Choque de ordem

No primeiro dia útil de sua gestão à frente da Secretaria municipal de Transportes (SMTR), a economista Maína Celidonio de Campos decidiu vistoriar algumas estações do corredor expresso BRT. A visita iniciou pela estação Santa Cruz, na Zona Oeste, pouco depois das 5h30. Nesse horário, o local já estava cheio de passageiros à espera de um articulado do modal. Maína ouviu de muitos usuários do sistema os problemas que têm enfrentado diariamente. Também na manhã desta segunda-feira, a pasta começou uma ação de ordenamento, manutenção e limpeza em 22 estações com maior aglomeração de pessoas.

— Essa também) é uma campanha de conscientização para evitar a contaminação da Covid-19 — anunciou a secretária municipal de Transportes.

Ainda de acordo com a pasta, sete estações serão reabertas até fevereiro, em um escalonamento. Além disso, a SMTR tem expectativa de reabrir todas as 56 estações fechadas até o final do ano.

Hoje apenas duas estações, das sete que voltaram a funcionar, são: Pinto Teles e Boswue Marapendi, do Módulo Expresso. Até o início de fevereiro voltarão a funcionar Tanque (Módulo Expresso), André Rocha, General Olímpio, Nova Barra e Praça do Bandolim.

— São 56 estações fechadas. A manutenção das estações é de responsabilidade do consórcio. Então, esse dinheiro é do consórcio e não é um problema da Prefeitura.