Secretário anuncia supensão de aulas presenciais no Rio, mas governador deixa decisão para próxima semana

Pedro Zuazo
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O governador Claudio Castro afirmou em coletiva de imprensa, na tarde desta sexta-feira, que deixarã para decidir na semana que vem, em conjunto com o município, sobre a possível suspensão das aulas presenciais nos colégios estaduais do Rio e em parte das escolas particulares.

A suspensão foi anunciada pelo secretário estadual de Educação, Comte Bittencourt. Segundo ele, a Região Metropolitana I, que corresponde à capital do estado, foi classificada nesta sexta-feira com a cor vermelha no sistema de bandeiras de risco para o Covid-19. Pelas regras da resolução conjunta 1.536 de 25 de janeiro de 2021, que regulamentou a volta às aulas, o funcionamento das escolas fica vedado "enquanto o município onde o estabelecimento de ensino encontra-se localizado estiver situado em área assinalada com as bandeiras vermelha e roxa".

A regra vale para os colégios estaduais situados na capital e para as escolas particulares vinculadas ao município, que são as unidades do ensino fundamental II e ensino médio. A medida não atinge as escolas de ensino fundamental I, creches e pré-escolas, que são regulamentadas pelo município.

Na semana passada, 19 municípios do estado haviam sido classificados com a bandeira vermelha. A capital não havia alcançado essa classificação de risco desde que a resolução foi publicada.

— Com bandeira vermelha, pela resolução, não temos aula presencial na rede estadual e nem na rede particular vinculada ao estado, que é o ensino fundamental e o ensino médio — afirmou o secretário.

Questionado sobre os recentes posicionamentos de Cláudio Castro, que tem defentido a manutenção da abertur das escolas, Bittencourt afirmou que defende as escolas abertas, desde que dentro da bandeira de risco prevista.

— As escolas devem ser as últimas a fechar, mas não na bandeira vermelha — afirmou.

Nas redes sociais, o prefeito Eduardo Paes se manifestou defendendo que as escolas devem permanecer abertas. "No município do Rio as escolas serão as últimas a fechar e as primeiras a abrir!", escreveu ele.