Secretário de Defesa dos EUA se diz confiante de que militares brasileiros irão respeitar eleições de outubro

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Ministro da Defesa do Brasil, Paulo Sérgio Nogueira; secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin; e secretário de relações internacionais do Ministério da Defesa da Argentina, Francisco Jose Cafiero, em encontro em Brasília
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.

Por Phil Stewart

BRASÍLIA (Reuters) - O secretário de Defesa do governo dos Estados Unidos, Lloyd Austin, afirmou nesta quarta-feira que o ministro da Defesa do Brasil disse a ele que as Forças Armadas do país estão focadas em providenciar segurança para garantir eleições "seguras e transparentes" em outubro.

"O ministro brasileiro da Defesa comentou que está muito focado em providenciar segurança para garantir que eles irão conseguir conduzir uma eleição segura e transparente", disse Austin após comparecer a uma reunião entre ministros da área de Defesa do hemisfério ocidental em Brasília.

"Ele parece confiante em sua habilidade de providenciar segurança", disse o secretário a jornalistas.

A lealdade dos militares à Constituição se tornou uma questão central antes das eleições presidenciais no Brasil, onde o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem tentado gerar dúvidas sobre a confiabilidade do sistema eletrônico de votação.

Austin também comentou de maneira geral sobre a importância do firme controle das Forças Armadas pelos civis na região.

"Eu apenas ressaltaria que é especialmente vital que as Forças Armadas realizem com responsabilidade seus deveres durante as eleições", disse Austin, em uma declaração que provavelmente será repercutida no Brasil antes das eleições em 2 de outubro.

Durante a conferência, Austin disse a ministros do continente americano que o papel apropriado dos militares em uma sociedade democrática envolve "a proteção da democracia, o respeito à vontade do povo e a defesa dos direitos humanos e do Estado de direito".

O questionamento de Bolsonaro sobre o sistema eleitoral do Brasil levantou preocupações de que ele possa se recusar a aceitar uma derrota em outubro, seguindo o exemplo do ex-presidente dos EUA Donald Trump. A vantagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Bolsonaro chegou a quase 20 pontos em algumas pesquisas eleitorais.

Ex-capitão do Exército, Bolsonaro baseou grande parte de sua carreira política na nostalgia da ditadura militar brasileira de 1964-1985, menosprezando o Congresso e os tribunais. No governo, preencheu boa parte da administração com oficiais da reserva e da ativa das Forças Armadas.

Neste mês, ele disse a diplomatas que os militares brasileiros deveriam ser chamados para ajudar a garantir a transparência nas eleições. Bolsonaro tem pressionado as autoridades eleitorais a aceitar uma contagem paralela de votos a ser realizada pelas Forças Armadas, o que já foi descartado.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos