Secretário do DF cobra de Moro informações sobre permanência de presos de organização criminosa no Distrito Federal

Adriana Mendes

BRASÍLIA — O secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Gustavo Torres, solicitou informações ao ministro da Justiça, Sergio Moro, sobre o "exato grau de ameaça" à população da permanência de líderes de organização criminosa de São Paulo, em presídios do DF. Em ofício, ele critica o "silêncio" dos órgãos federais sobre a fuga de presos no Paraguai que seriam ligados à mesma facção.

O secretário afirma que o governo do DF considera um "erro estratégico grave" a transferência e permanência desses líderes "na cidade que estão sediados todos os Poderes da República, todas as representações internacionais diplomáticas e oficias, e que recebe diuturnamente autoridades de todas as partes do Brasil e do mundo”.

Nesta terça-feira, Marcos Herbas Camacho, conhecido como Marcola, condenado a mais de 300 anos de prisão, foi levado ao Hospital de Base para fazer exames sob um forte esquema de segurança. Ele foi transferido para capital federal em março de 2019.

Em dezembro de 2019, o Exército reforçou a segurança do Presídio Federal de Brasília após a divulgação de que havia um plano para resgatar Marcola. O documento também cita notícias sobre a fuga de presos de presídios do Paraguai e do Acre reportagens sobre a movimentação da estrutura de criminosos da organização criminosa no DF.

"O que se depreende de tudo que a imprensa tem divulgado (Plano de resgate no presídio, fuga de presos (PY e AC), presença do Exército na segurança do presídio) e da movimentação da estrutura já trazida para o DF por estes criminosos, é de que estamos próximos a um incidente que extrapola os muros da unidade prisional federal e tem a capacidade de expor a sério risco a vida, a tranquilidade e o patrimônio dos cidadãos que aqui residem", afirma o secretário.

O secretário justifica que as informações têm objetivo de organizar as forças de segurança para fazer frente a eventuais ameaças perpetradas por essas organizações criminosas. O ofício foi enviado nesta terça-feira ao ministro da Justiça.