Secretário diz que governo de SP divulgará dados de eficácia global da CoronaVac nesta terça

O Globo
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Divulgação / Governo SP

SÃO PAULO — O secretário da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou em entrevista à "GloboNews" que o governo irá divulgar na terça-feira os dados da eficácia global da CoronaVac, a vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

Na semana passada, o governo afirmou que a vacina tenha 78% de eficácia contra casos leves e moderados, mas não divulgou o índice para todos os casos, isto é, a diminuição de casos entre os voluntários que tomaram a vacina e os voluntários que não tomaram a vacina. Esse número permite saber qual o potencial de imunização da CoronaVac na população.

— Esses dados que nós chamamos de eficácia global estão em posse do Butantan e da agência reguladora, a Anvisa, e dessa maneira saberemos todos amanhã essa informação que é de fundamental importância para que nós possamos inseri-la inclusive nas próprias campanhas — afirmou Gorinchteyn.

Nesta segunda-feira, a Indonésia aprovou o uso emergencial da CoronaVac e divulgou uma eficácia de 65,3%. Especialistas brasileiros calculam que a eficácia dos testes no Brasil deve ser similar.

De acordo com a agência reguladora da Indonésia, a taxa foi calculada a partir de 25 casos de Covid-19 identificados entre voluntários, mas não foram detalhadas informações sobre o grupo placebo e aqueles que receberam o imunizante.

A intenção da Indonésia, segundo o Ministério da Saúde, é vacinar 67% da população, o equivalente a 181,5 milhões de pessoas, para atingir a chamada imunidade de rebanho. O governo indonésio, no entanto, adotou uma estratégia controversa: além dos profissionais de saúde, será priorizada a população de 18 a 59 anos ao invés de idosos, que compõem o principal grupo de risco da Covid-19.

O governo de São Paulo tem um plano de vacinação independente, com previsão de início no dia 25 de janeiro. Já o acordo do governo federal prevê a entrega das primeiras doses da CoronaVac para abril.

A CoronaVac é composta pelo coronavírus inteiro, inativado com produtos químicos. Por isso, ele não pode mais se replicar e causar doença, mas sua presença pode estimular uma resposta do sistema de defesa. Ela gera imunidade contra a proteína S, alvo das demais vacinas em fase avançada, mas também contra as demais proteínas do vírus. O adjuvante (substância usada para potencializar o efeito de um imunizante) da CoronaVac é a alumina, muito conhecida. Ele gera uma forte resposta de anticorpos.