Secretário estadual de Fazenda teme atraso do pagamento de servidores a partir de setembro

João Sorima Neto, Ramona Ordoñez, Manoel Ventura e Bruno Rosa
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O secretário estadual de Fazenda do Rio, Luiz Cláudio Rodrigues
O secretário estadual de Fazenda do Rio, Luiz Cláudio Rodrigues

Os cofres dos governos estaduais estão sendo desidratados pela pandemia do novo coronavírus e a falta de dinheiro, agravada pelo atraso na sanção da ajuda aprovada pelo Congresso, já ameaça prejudicar o pagamento de servidores e a adoção de medidas de enfrentamento da crise. Segundo o secretário estadual de Fazenda do Rio, Luiz Cláudio Rodrigues, mesmo que a ajuda federal seja efetivada em breve, o estado corre o risco de atrasar salários de servidores e pagamento de fornecedores a partir de setembro por falta de dinheiro em caixa.

— Sem nenhum centavo de ajuda financeira da União, o estado passará a ter dificuldades financeiras bastante sérias a partir de julho. Com os R$ 2,5 bilhões da ajuda federal nosso fluxo de caixa indica que passaremos a ter problemas muito severos em setembro, quando a gente passa a atrasar salários e fornecedores.

Somente em abril e maio, a estimativa da fazenda estadual é de uma frustração de receita de R$ 1,7 bilhão. Segundo o secretário, a perda total de receita neste ano será de R$ 20,6 bilhões.

Especialistas consultados pelo EXTRA consideram que o aporte de recursos federais será fundamental para reequilibrar, momentaneamente, as contas, tanto de estados, quanto de prefeituras.

— Boa parte dos estados já estava praticamente falida. Com a queda de arrecadação, a situação se agrava e a oferta de serviços deve ser afetada — diz o economista Raul Velloso, especialista em contas públicas.

A demora do presidente Jair Bolsonaro em sancionar a Lei que prevê um socorro de R$ 125 bilhões para governadores e prefeitos torna cada vez mais crítica a situação do Rio, que está em regime de recuperação.