Secretário de Guedes decide deixar o cargo após privatização da Eletrobras

O secretário de Desestatização Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Diogo Mac Cord, decidiu deixar o cargo. A saída dele ocorre após a privatização da Eletrobras. Ele já informou ao ministro da Economia, Paulo Guedes, da decisão.

De acordo com integrantes da equipe econômica, Mac Cord deve deixar o cargo efetivamente até o fim do mês, depois de ser anunciado o seu substituto.

Mac Cord foi um dos principais responsáveis pelo processo de privatização da Eletrobras, concluído nesta semana. Agora, deve voltar para a iniciativa privada, de onde é egresso.

Integrante da equipe de Guedes desde o começo do governo, ele assumiu o cargo de secretário de Desestatização após a saída do empresário Salim Mattar, em agosto de 2020.

Antes, foi secretário de Desenvolvimento de Infraestrutura, cargo que assumiu logo no início da gestão Bolsonaro. Assim, ele era um dos últimos titulares da equipe original de Guedes que ainda estava na pasta. No governo, foi um dos principais responsáveis pelo novo marco do saneamento básico, que abriu o setor para a iniciativa privada.

O secretário era assumiu o cargo com a missão de fazer deslanchar o programa de privatizações, que andou mais efetivamente neste ano. A primeira venda de uma empresa feita diretamente pelo governo ocorreu no início deste ano, com a privatização da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), estatal federal que administra portos do estado. O leilão foi feito em janeiro e serviu como teste para a aguardada privatização do Porto de Santos (SP), o maior do país, ainda prevista para este ano.

O governo destaca sempre as vendas de subsidiárias como a BR Distribuidora e de participações minoritárias do BNDES que já chegam a R$ 250 bilhões.

Mac Cord era consultor da KPMG antes de ir para o Ministério da Economia. Ele é engenheiro mecânico, mestre em Administração Pública e doutor em sistemas de potência.

Em artigo publicado no GLOBO nesta quarta-feira, ele exaltou a privatização da Eletrobras e destacou avanços do programa de privatizações. Disse que todas as estatais precisavam de uma mudança em sua governança e gestão, que incluía transformação na forma de pensar.

"Esse programa já foi responsável pela transferência de mais de R$ 230 bilhões ao setor privado, incluindo subsidiárias inteiras, como a BR Distribuidora e a Transportadora Associada de Gás (TAG)", afirmou, citando que os dividendos somaram R$ 97 bilhões em 2021, alta de 781% ante dezembro de 2018.

"Mas essa não era a principal missão. Agora valorizadas, as empresas precisavam ser privatizadas. E a Eletrobras era o objetivo mais relevante a alcançar", escreveu. Ele disse que das 209 estatais do início do governo, há agora 133 — uma redução de mais de um terço. Isso inclui empresas já privatizadas, como o Porto de Vitória, e outras em liquidação, como a Ceitec.

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