Secretário de Política Econômica diz que não é possível estender período do auxílio emergencial

Gabriel Shinohara
O secretário defendeu a reestruturação dos programas sociais

BRASÍLIA - O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, afirmou nesta quinta-feira que não será possível estender o período de concessão do auxílio emergencial de R$ 600.

Sachsida argumentou que o programa foi desenhado para ser temporário e seria muito caro para manter. O programa tem duração esperada de três meses.

- Ele não é um desenho estrutural, é um desenho emergencial para socorrer rapidamente uma ampla parcela da população brasileira que ficou desassistida e impossibilitada de trabalhar do dia pra noite. Me parece um equívoco, além disso ele é um programa extremamente caro - disse o secretário.

Segundo o secretário, se depois dos três meses, a pandemia se agravar, o governo teria que estudar quais medidas seriam tomadas.

- Nesse cenário teremos mais tempo para analisar um pouco mais de focalização, de atenção ao custo do programa, isso terá de ser feito.

Sachsida então defendeu o fortalecimento e a reestruturação dos programas sociais.

- Será que não faz muito mais sentido nós pegarmos os programas sociais que não funcionam e transferimos o dinheiro para programas sociais que efetivamente funcionam?

A ampliação da vigência do auxílio está sendo discutida dentro do governo, conforme publicado pelo GLOBO.

No início da semana, o secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos da Costa, admitiu que medidas como o auxílio emergencial podem ter “vindo pra ficar”. Um dia depois, o Ministério da Economia divulgou uma nota afirmando que o auxílio não será permanente, mas que estão em estudo melhorias nos programas de transferência de renda.