Secretaria de Cidadania do Rio entra com denúncia-crime contra cantor Latino por intolerância religiosa

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A Secretaria Municipal de Cidadania apresentou uma denúncia-crime à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) contra o cantor Latino, após o músico acusar adeptos de religiões de matriz africana pela morte de seu macaco de estimação. Átila Nunes, títular da secretaria, ressaltou que Latino estimulou o preconceito às religiões de matriz africana ao associar a morte do animal a rituais de centros espíritas. A assessoria jurídica do cantor informa que ele só se pronunciará depois que receber a intimação.

A declaração de Latino foi dada durante uma entrevista para um podcast. Um trecho da declaração do artista foi reproduzida no ofício:

"Nessa parada de centro espírita, nesse bagulho de macumba, os caras fazem trabalhos pesados pra infernizar a vida do outro. E aí fizeram um trabalho, sei lá, de ebó… Sei lá que p* que chama essa m* de 'macumbaria'", disse Latino.

Para o secretário, a declaração do artista é uma clara violação à liberdade religiosa e não pode ser ignorada.

— 'É lamentável que uma pessoa pública use o seu espaço na mídia para propagar uma mensagem preconceituosa e que contribui para alimentar a intolerância contra as religiões de matriz africana — afirmou Átila Nunes.

Em nota, a secretaria destacou que o Código Penal estabelece, no artigo 208, aplicação de multa e detenção de um mês a um ano para quem escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa. O caso já está sendo investigado pela polícia.