Secretaria de Saúde do DF desmente morte de presos após atos terroristas

Cerca de 36 pessoas foram levadas ao hospital, mas apenas casos leves

Desde a depredação das sedes dos Três Poderes, centenas de bolsonaristas estão presos no DF - Foto: REUTERS/Antonio Cascio
Desde a depredação das sedes dos Três Poderes, centenas de bolsonaristas estão presos no DF - Foto: REUTERS/Antonio Cascio
  • Secretaria de Saúde do DF nega que pessoas tenham morrido no ginásio do DF;

  • 36 presos foram transferidos ao hospital e UPA, mas casos eram leves;

  • PF confirma informação sobre ausência de óbitos.

São falsas as informações sobre a morte de pessoas presas por conta dos atos terroristas no Distrito Federal, no último domingo (8). Segundo a Secretaria de Saúde do DF, 36 presos foram transferidos ao hospital e UPA de Sobradinho, mas todos os casos eram leves e sem óbitos.

Os atendimentos foram realizados por equipes enviadas à Academia da Polícia Federal, entre segunda-feira (9) e terça-feira (10). As informações foram obtidas pelo Metrópoles.

Desde a depredação das sedes dos Três Poderes – Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal (STF) -, a Polícia Federal lavrou 1.261 autos de prisão e apreensão. Até a noite de ontem, 727 pessoas foram presas e 599 liberadas por questões humanitárias – como idosos, pessoas com problemas de saúde, em situação de rua e pais com crianças.

Apesar de bolsonaristas estarem divulgando fotos de supostas pessoas que teriam morrido no ginásio da PF, onde aguardam os procedimentos para serem liberadas ou transferidas para o presídio, a corporação e a Secretaria de Saúde garantem que não houve nenhum óbito.

Uso de foto da avó indigna neta

Uma das fake news que circulou nas redes sociais envolveu a imagem da avó de Juliana Cuchi Oliveira, usada para propagar a mentira de que uma idosa havia morrido no ginásio da PF – inclusive pelo perfil da deputada federal Bia Kicis (PL).

A foto de Deolinda Tempesta Ferracini estava em um banco de imagens. A idosa morreu em 2022, após sofrer um AVC (Acidente Vascular Cerebral).

"Hoje, eu acordei com meu direct bombando de notícias de que estão pegando a foto da minha avó e fazendo fake news, falando que ela morreu em um campo de concentração, coisas de política. Por favor, se virem, apenas denunciem. Estou muito chateada, muito mesmo. O banco de imagens da foto da minha avó não dá direito a uso indevido", comentou Juliana em vídeo publicado nas redes.

A mulher revelou que a família já havia passado por situação semelhante ao ver a foto da avó exposta equivocadamente como uma das vítimas fatais da Covid-19 e se emocionou ao lembrar que a morte da parente completa três meses justamente na terça-feira passada (10).

"Já lutamos uma vez contra isso, agora de novo em uma fake news porca, nojenta, que viralizou em tudo. Eu não sei mais o que a gente faz, acho que não adianta ir na delegacia. Estou denunciando tudo o que estou vendo”, concluiu.