Secretário de saúde do RJ diz ser 'muito difícil' impedir entrada da variante Ômicron

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Commuters board and alight a BRT bus (Bus Rapid Transit) at the Recreio BRT station  during the first day of no mandatory use of facemask outdoors in Rio de Janeiro, Brazil, on October 28, 2021. - Rio de Janeiro is lifting its Covid-19 mask requirement for outdoor areas effective from Thursday, the state's governor said, as once-pandemic-battered Brazil advances quickly with vaccinations. (Photo by MAURO PIMENTEL / AFP) (Photo by MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)
Passageiros de termina de ônibus da cidade do Rio de Janeiro. Foto: MAURO PIMENTEL / AFP
  • Não há registro da variante no RJ

  • Chieppe diz que melhor estratégia é fortalecer vacinação

  • Governador fará reunião com governo federal

Para o secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Alexandre Chieppe, “é muito difícil evitar a entrada e a circulação” da variante Ômicron do coronavírus no estado. Até o momento, nenhum caso da nova cepa foi registrado no Rio.

“É importante ter clareza de que é difícil evitar a entrada e a circulação dessa variante, haja vista a grande circulação de pessoas no mundo todo”, afirmou em entrevista ao programa Bom Dia Rio, da TV Globo, nesta terça-feira (30). “O Brasil adotou algumas medidas que dizem respeito à restrição de voos de entrada de estrangeiros de alguns países, mas, por outro lado, essa variante já foi identificada em alguns países da Europa, com uma possível transmissão autóctone, ou seja, transmissão local”, completou.

Nesta segunda-feira (29), o Brasil passou a ter restrições a voos provenientes da África do Sul, Botsuana, Essuatíni, Lesoto, Namíbia e Zimbábue, para evitar a entrada da variante Ômicron do coronavírus. A nova cepa foi identificada nestes países e foi classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma variante de preocupação.

O secretário avaliou que agora o mais importante é focar na campanha de vacinação. “Agora é avançar o mais rápido possível com a vacinação no país, que eu diria que é a principal estratégia para a gente se preparar para a entrada [dela]”, disse. “Não tem jeito, a gente vai ter que conviver com essa nova variante. Mas vacinados estaremos mais protegidos”, completou.

Nesta segunda-feira (29), a Secretaria de Estado de Saúde (SES) do Rio de Janeiro anunciou a criação de uma força-tarefa para realizar um monitoramento genômico de amostras de todos os viajantes estrangeiros que buscarem a rede de saúde do estado com sintomas de covid-19.

Chieppe reforçou a necessidade de fortalecer mais medidas protetivas contra o vírus, incluindo maior controle sanitário nos portos, aeroportos e fronteiras, o que seria da alçada do governo federal.

Além da restrição de voos provenientes de determinados países que já foi estabelecida, o secretário defendeu a obrigatoriedade da vacinação para estrangeiros que viajam ao Brasil, que seria comprovada mediante a apresentação de “passaporte de vacina”.

O tema será discutido pelo governador do Rio, Cláudio Castro, em reunião com representantes do governo federal nesta terça-feira.

“É importante que o Ministério da Saúde se posicione, porque é ele quem faz efetivamente o controle de portos e aeroportos, e é onde, obviamente, vai se dar a entrada de qualquer viajante contaminado”, avaliou Chieppe.

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