Covid: Secretário de SP discorda de Queiroga sobre o fim de estado de emergência

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Covid: Secretário paulista discordou da decisão do ministério comandado por Queiroga - Foto: Alexandre Schneider/Getty Images
Covid: Secretário paulista discordou da decisão do ministério comandado por Queiroga - Foto: Alexandre Schneider/Getty Images

Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde do estado de São Paulo, criticou o anúncio do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, sobre o fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin) em decorrência da Covid-19. As informações são do UOL.

Durante entrevista concedida ao UOL, o secretário discordou da decisão do ministério.

"É uma atitude intempestiva. Não poderia acontecer nesse momento. Hoje temos um país desigual na vacinação. Não falo de São Paulo, que é uma realidade muito diferente do Brasil", afirmou.

O secretário destacou ainda que alguns estados, como Roraima e Maranhão, por exemplo, têm taxas de vacinação abaixo de 70%.

"Seguramente temos que entender que temos de manter as estratégias. Elas ajudam os estados tanto para compra de insumos para Covid, para as vacinas. Temos de ter essa compreensão", disse Gorinchteyn.

O ministro Marcelo Queiroga disse neste domingo (17), durante pronunciamento em rádio e televisão, que deve editar nos próximos dias um ato normativo para encerrar a Espin (Emergência em Saúde Pública de importância Nacional).

A Espin, decretada pelo governo federal em 2020, possibilita a compra de materiais hospitalares por bens públicos com mais celeridade, além da aplicação emergencial de vacinas aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), é o caso da CoronaVac, que ainda depende deste aval de emergência para ser aplicada no país.

Durante o discurso, Queiroga, atribuiu a decisão à "melhora do cenário epidemiológico, à ampla cobertura vacinal da população e a capacidade de assistência do SUS [Sistema Único de Saúde]", mas frisou que o encerramento da medida não significa o fim da doença no País.

O Secretário de Saúde de São Paulo, enfatiza que é preciso manter as estratégias, que segundo ele, ajudam os estados nas compras de insumos para covid-19.

"Seguramente temos que entender que temos de manter as estratégias. Elas ajudam os estados tanto para compra de insumos quanto para covid, para as vacinas, as restrições. Temos de ter essa compreensão", concluiu Gorinchteyn.

A covid-19 continua sendo a doença que mais mata no país, apontam dados mais recentes dos cartórios de registro civil. Neste domingo (17), o Brasil registrou 18 novas mortes pela covid-19 e média móvel de 100 mortes pela doença na última semana. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa.

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