Secretário do Ministério da Saúde anuncia retomada do programa 'Mais Médicos'

Programa 'Mais Médicos' foi criado em 2013 com a proposta de aumentar o número de profissionais para o atendimento, principalmente, em pequenas cidades do interior do país - Foto: REUTERS/Fernando Medina
Programa 'Mais Médicos' foi criado em 2013 com a proposta de aumentar o número de profissionais para o atendimento, principalmente, em pequenas cidades do interior do país - Foto: REUTERS/Fernando Medina
  • Programa Mais Médicos será retomado, anuncia secretário do Ministério da Saúde;

  • Programa que buscava aumentar número de profissionais de saúde no país foi criado por Dilma Rousseff (PT) e alterado na gestão de Jair Bolsonaro (PL);

  • Segundo o secretário, o programa agora vai priorizar a contratação de brasileiros formados no país e no exterior, e só posteriormente preencherá vagas com estrangeiros.

O secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Nésio Fernandes, afirmou que o programa Mais Médicos, instituído durante o governo de Dilma Rousseff (PT) e extinto no mandato de Jair Bolsonaro (PL), será retomado.

De acordo com Fernandes, a prioridade será para a contratação de profissionais brasileiros.

“A agenda de retomar o Mais Médicos é imediata. Queremos colocar médicos em todos os municípios brasileiros em um curto período de tempo”, declarou ao jornal Folha de S. Paulo.

O programa Mais Médicos foi criado em 2013 com a proposta de aumentar o número de profissionais para o atendimento, principalmente, em pequenas cidades do interior do país. Os médicos vinham de diversos países, incluindo Cuba.

Bolsonaro, que já criticava o programa antes de ser eleito, condicionou a permanência dos profissionais cubanos a uma revalidação do diploma. Com isso, o país caribenho deixou o programa, o que fez com que mais de 8 mil médicos deixassem o Brasil.

Em 2019, o então mandatário substituiu o Mais Médicos pelo novo Médicos pelo Brasil. Contudo, segundo Fernandes, “até hoje, grande parte das vagas dos médicos cubanos que deixaram o Brasil por uma crise diplomática não foram preenchidas”.

O secretário apontou que o formato de convênio com Cuba não deve ser retomado. A prioridade será contratar profissionais com registro nos conselhos regionais e oferecer vagas a brasileiros formados no exterior. Depois disso, outras vagas serão preenchidas por estrangeiros.