Secretário recusa 'uso da força' e pede 'diálogo' com acampados em SP

Secretário de Segurança de SP, Derrite afirma que cenário no Estado é de ‘tranquilidade’ e prefere tentar diálogo com golpistas acampados em São Paulo. (Foto: Reprodução/Facebook)
Secretário de Segurança de SP, Derrite afirma que cenário no Estado é de ‘tranquilidade’ e prefere tentar diálogo com golpistas acampados em São Paulo. (Foto: Reprodução/Facebook)
  • Força não deve ser usada contra bolsonaristas acampados e sim 'diálogo' em São Paulo, declara secretário de Segurança;

  • Por ordem do ministro Alexandre de Moraes (STF), acampamentos de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) precisam ser desmobilizados em 24 horas;

  • Aliado a Bolsonaro, governador de SP se negou a participar de reunião com presidente Lula (PT) para tratar sobre ataques de extremistas;

O secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Guilherme Muraro Derrite, afirmou que não tem intenção de usar a força contra bolsonaristas acampados no estado. Em vez disso, ele deve buscar o ‘diálogo’ com os agrupamentos golpistas.

Segundo Derrite, as manifestações ocorridas em São Paulo ‘encontram similaridade’ com os ataques terroristas promovidos em Brasília (DF) no domingo (8).

“Aqui o cenário é de tranquilidade”, garantiu Derrite em entrevista coletiva desta segunda-feira (9).

O secretário do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) disse ter se reunido nesta segunda com autoridades para cumprir a ação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou o fim dos acampamentos golpistas em todo o país.

“Com diálogo vamos informar os manifestantes que há uma ordem judicial para a desmobilização dos acampamentos”, declarou Derrite.

O chefe da pasta estadual de segurança apontou que a ordem para atuação ‘de maneira pacífica’ foi dada pelo governador.

"Temos 24 horas para cumprir essa decisão judicial", disse. "Esse diálogo será iniciado para que tudo se resolva sem uso escalonado da força", concluiu.

Apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Tarcísio condonou os atos golpistas ocorridos na capital federal. Em publicação no Twitter, o gestor afirmou que “manifestações perdem a legitimidade e a razão a partir do momento em que há a violência, depredação ou cerceamento de direito”.

O governador ainda disse que os atos não serão admitidos em São Paulo.

Convocado para uma reunião de emergência sobre o assunto com o presidente Lula (PT), Tarcísio recusou o convite e argumentou que estará acompanhando municípios afetados pela chuva em São Paulo.