Secretários ameaçam debandada após apoio de Garcia a Bolsonaro

Rodrigo Garcia (PSDB) se reuniu com Jair Bolsonaro (PL) e anunciou apoio a ele e a Tarcísio de Freitas (Republicanos). Após a declaração, secretários do governo ameaçam debandada. (Foto: Reprodução)
Rodrigo Garcia (PSDB) se reuniu com Jair Bolsonaro (PL) e anunciou apoio a ele e a Tarcísio de Freitas (Republicanos). Após a declaração, secretários do governo ameaçam debandada. (Foto: Reprodução)

Quatro secretários do Governo de São Paulo ameaçam deixar os cargos em razão do apoio do governador Rodrigo Garcia (PSDB) ao presidente Jair Bolsonaro (PL).

A debandada deve envolver Rodrigo Maia (Projetos Estratégicos), Zeina Latif (Desenvolvimento Econômico), Laura Machado (Desenvolvimento Social) e Sérgio Leitão (Cultura). Eles vão bater o martelo após conversa com governador nesta quarta-feira (5).

Ala do PSDB se coloca à disposição de Tarcísio e discutirá apoio a Bolsonaro

A direção do Tucanáticos, corrente ligada ao PSDB, já colocou sua estrutura à disposição para fazer eventos de campanha em prol do bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos), que disputa o Governo de São Paulo contra Fernando Haddad (PT).

O grupo ainda discutirá, nesta terça-feira (4), a extensão de seu endosso ao presidente Jair Bolsonaro (PL). A movimentação ocorre após o governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, declarar seu "apoio incondicional" a Tarcísio, no estado, e a Bolsonaro na corrida pela Presidência da República.

"Nosso grupo apoia totalmente a decisão do governador de apoiar o Tarcísio", afirma o presidente da SPTuris, Gustavo Pires, uma das lideranças do Tucanáticos.

"A gente ainda não discutiu a questão nacional. Mas não tem nenhuma possibilidade de apoiar o Lula ou o PT", segue.

Nascida em torno da figura de Bruno Covas, a corrente Tucanáticos ganhou esse nome durante a campanha municipal de 2020, da qual o ex-prefeito saiu vitorioso.

O apoio declarado dos tucanos paulistas a Tarcísio e Bolsonaro é um revés para as campanhas de Fernando Haddad e Lula, que também buscavam atrair a sigla nesta segunda etapa da disputa em que enfrentam os bolsonaristas. Tarcísio terminou com 42,32% contra 35,70% do petista.

por Fábio Zanini, da Folhapress