Sede da IstoÉ sofre ataque após capa com Bolsonaro associado a Hitler

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Bolsonaro foi retratado como Adolf Hitler na capa da revista IstoÉ (Foto: Reprodução)
Bolsonaro foi retratado como Adolf Hitler na capa da revista IstoÉ (Foto: Reprodução)
  • O prédio da Editora Três, que publica a revista IstoÉ, sofreu um ataque

  • Publicação tinha a imagem do presidente Jair Bolsonaro associada ao líder nazista Adolf Hitler

  • Polícia investiga o caso

O prédio da Editora Três, que publica a revista IstoÉ, sofreu um ataque dias depois de ser publicada a edição com a imagem do presidente Jair Bolsonaro associada ao líder nazista Adolf Hitler.

O ataque ocorreu na última quarta-feira (20) e motivou uma manifestação das associações ligadas aos veículos de comunicação. Não se sabe quem foi responsável pelo ato e a polícia foi acionada para investigar o caso.

"Os atos criminosos com pichações e colagem de cartazes no prédio da Lapa, em São Paulo (SP), que não foram assumidos publicamente por nenhum autor, representam ações antidemocráticas, que não podem ser toleradas em um país em que a Constituição preza pelos direitos à liberdade de imprensa e de expressão", diz a nota divulgada por três entidades.

A edição impressa da revista com Bolsonaro na capa foi disponibilizada no dia 15 de outubro. Na imagem, no lugar do bigode do ditador nazista, foi colocada a palavra “genocida”. O presidente também é chamado de “mercador da morte”.

O argumento para a comparação é o de que Bolsonaro “patrocinou experiências desumanas inspiradas no horror nazista durante a pandemia, segundo o relatório final da CPI da Covid”.

Leia a íntegra da nota abaixo:

"A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) repudiam o atentado sofrido pela Editora Três, responsável pela publicação das revistas IstoÉ e IstoÉ Dinheiro, na noite desta quarta-feira (20).

Os atos criminosos com pichações e colagem de cartazes no prédio da Lapa, em São Paulo (SP), que não foram assumidos publicamente por nenhum autor, representam ações antidemocráticas, que não podem ser toleradas em um país em que a Constituição preza pelos direitos à liberdade de imprensa e de expressão.

As entidades condenam os atos de desonra aos editores e diretores da publicação, que vieram a partir de manifestações extremistas. É essencial que as autoridades tomem as medidas necessárias para identificar e denunciar os autores dos ataques, de forma que a integridade dos jornalistas da Editora Três possa ser mantida.

Acreditamos que um país livre e civilizado se faz por meio do pensamento crítico, de uma imprensa respeitada, de instituições firmes e do respeito às leis".

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