Segunda edição de pesquisa sobre impacto da pandemia nos jovens pergunta sobre vacinação contra a Covid-19

O Globo
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RIO - A continuidade das inseguranças enfrentadas por jovens durante a pandemia, muitos aguardando no final da fila para a vacinação contra a Covid-19, e a busca para a garantia de direitos à população jovem brasileira levaram o Conselho Nacional da Juventude (CONJUVE) a promover a segunda edição da pesquisa “Juventudes e a Pandemia do Coronavírus (Covid-19)”. Jovens de 15 a 29 anos têm até o dia 12, segunda-feira, para acessar o questionário no site (bit.ly/juventudesepandemia2) e contribuírem para a compreensão de como a crise sanitária os afeta e qual a melhor forma de serem apoiados neste momento.

A pesquisa foi desenvolvida, em 2020, pelo CONJUVE, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, a Unesco, a Rede Conhecimento Social, a Visão Mundial, o Mapa Educação, o Em Movimento e o Porvir, e leva cerca de 30 minutos para ser respondida. Em 2020, mais de 33 mil jovens foram ouvidos, e resultados apontaram mudanças de cenário, como perda de emprego e renda, dificuldades com o ensino remoto e aumento considerável dos níveis de estresse.

A nova edição volta a avaliar o impacto da pandemia em diversas esferas da vida dos jovens, como relações com saúde e bem-estar, educação, trabalho e renda, vida pública e expectativas. Também foram acrescentadas perguntas para avaliar se pretendem se vacinar, quando chegar o momento para a sua faixa etária, e quais seriam as duas ações prioritárias que devem ser tomadas por instituições públicas e privadas para ajudá-los a lidar com os efeitos da pandemia. Neste momento, o levantamento procura encontrar formas de atenuar sequelas do atual contexto no desenvolvimento da juventude.

Os temas abordados pelo questionário foram elaborados a partir de 10 jovens que participaram de oficinas coordenadas pela Rede Conhecimento Social. De acordo com a diretora-executiva da ONG, Marisa Villi, suas experiências foram traduzidas em perguntas que gostariam de fazer a todos que, assim como eles, enfrentaram diversas dificuldades desde o começo da pandemia. Com o resultado da pesquisa, que será publicado como parte do lançamento do Atlas das Juventudes, em maio, a expectativa é que os dados coletados sirvam de base para organizações e profissionais voltados para o incentivo à juventude e para a confecção de políticas públicas.