Segundo dia do Enem cobra dengue e carro elétrico e ignora Covid

·1 min de leitura
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, BRASIL, 21-11-2021: Candidatos chegam para o 1º dia de provas do Enem, na Unip da avenida Marquês de São Vicente, em São Paulo. Os 3 milhões de candidatos fazem a Redação e as provas de Linguagens e Ciências Humanas. (Foto: Eduardo Anizelli/ Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, BRASIL, 21-11-2021: Candidatos chegam para o 1º dia de provas do Enem, na Unip da avenida Marquês de São Vicente, em São Paulo. Os 3 milhões de candidatos fazem a Redação e as provas de Linguagens e Ciências Humanas. (Foto: Eduardo Anizelli/ Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O segundo dia do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) seguiu a tradição de pautar temas da atualidade, como energia e meio ambiente, mas não abordou em nenhuma questão a pandemia de coronavírus.

A ausência da Covid era esperada em alguns cursinhos devido à necessidade de as questões da prova serem elaboradas com antecedência para serem pré-testadas.

Gabryel Real, gerente de processos avaliativos do SAS Educação, acrescenta outro motivo para a doença estar fora da prova: as descobertas são muito recentes, e o conhecimento sobre o vírus está em rápida e constante atualização.

Para ele, as provas de matemática e ciências da natureza refletiram a característica do Enem de priorizar habilidades em detrimento de conteúdo.

Dessa forma, foram valorizadas também neste segundo dia do exame interpretação de texto, assim como de gráficos e tabelas.

As questões tinham como objeto temas como dengue, extinção de espécies no Pantanal, carros elétricos e biocombustíveis.

A edição 2021 do Enem, terceira sob o governo Bolsonaro, foi marcada por uma série de percalços e controvérsias.

Após meses de escolas fechadas, e com novas regras de dispensa da taxa de iscrição, o número de inscritos na prova despencou.

Às vésperas da aplicação, dezenas de servidores do Inep pediram demissão de seus cargos de confiança, descontentes com a gestão do presidente da autarquia, Danilo Dupas, a quem acusam de assédio moral e de fragilidade técnica e administrativa.

Soma-se à debandada a ameaça constante de Bolsonaro de interferência ideológica nas questões.

Como revelou a Folha de S.Paulo, ele chegou a pedir ao ministro da Educação, Milton Ribeiro, que o golpe militar de 1964 fosse chamado revolução na prova. O pedido não foi atendido, mas o tema sumiu do exame desde o início do mandato do presidente.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos