Segundo dia de restrições no Rio tem descumprimento de regras na Zona Sul

Flávio Trindade
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RIO — A manhã deste sábado, dia 27, segundo dia das medidas restitivas impostas para ps próximos dez dias de recesso, foi de muito trabalho para quem tinha de fiscalizar as regras do decreto municipal que restringe o comércio e a circulação de pessoas na orla do Rio. Na Praia de Copacabana, Guardas Municipais precisaram abordar dezenas de pessoas que descumpriam sem a menor cerimônia as regras.

Na altura do Forte de Copacabana, um casal de idosos precisou ser convidado a se retirar da areia, uma vez que o senhor se recusava a usar máscara e queria ficar sentado no local. Depois de muito discutir com os agentes, ele acabou desistindo e foi para casa, sendo vaiado por alguns banhistas e aplaudido por outros. O engenheiro Paulo Albuquerque foi um dos que criticou o idoso e lamentou a atitude.

— É triste por que geralmente quem provoca esse tipo de confusão são os mais idosos que, na teoria, eram os que deveriam estar mais preocupados. Eu estou aqui dando a minha caminhada, mas estou sozinho. Aí, você olha para a praia e esse monte de gente teimando por besteira — disse.

Ainda no mesmo local, a patrulha da GM concentrou atenção em um barco a cerca de 300 metros da faixa de areia. Na embarcação, cerca de dez pessoas faziam uma espécie de confraternização. Mas sem apoio marítimo, acabaram desistindo de tentar uma abordagem e seguiram para outro pronto. Ao longo da orla de Copacabana, uma boa quantidade de pessoas insistia em permanecer na areia em grupos, principalmente entre o Forte de Copacabana e a Rua Santa Clara.

Movimento menor na Lagoa

Já na Lagoa Rodrigo de Freitas, o movimento era menor em relação à Praia de Copacabana. No entanto, muitas pessoas que praticavam exercícios na altura do Corte do Cantagalo insistiam em não usar máscaras. No píer dos pedalinhos, um grupo realizava uma festa de aniversário com diversas crianças, mas foi disperso por agentes do Segurança Presente.

O casal Leonardo Viana e Gabriela Nogueira, que realizava a caminhada de fim de semana no entorno da Lagoa, concordou com as medidas de restrição, criticando quem desrespeitava o decreto.

— Nós fazemos a nossa parte. Viemos sozinhos, não chamamos ninguém. Nossa rotina é somente casa e trabalho e nosso exercício. Acho que essas medidas são mais do que necessárias. Tivemos amigos e parentes que tiveram a doença e é horrível para quem vê isso de perto — contou Gabriela.