Segundo juiz do TRF-4 vota por não anular sentença de Lula

PORTO ALEGRE, RS - 27.11.2019: Advogado Cristiano Zanin, que defende Lula, chega ao TRF-4, em Porto Alegre, para o jugamento de apelação do petista no caso do sítio. (Foto: Raul Pereira /Fotoarena/Folhapress) ORG XMIT: 1838272

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A tese de não anulação da sentença do caso do sítio de Atibaia se saiu vitoriosa no julgamento nesta quarta-feira (27) no TRF-4. O revisor da Lava Jato na corte, Leandro Paulsen, votou por não mandar o caso de volta à primeira instância por alegado problema na ordem de fala de delatores e delatados.

O relator, João Pedro Gebran Neto, já havia votado nessa direção. Falta o voto do terceiro e último juiz, Carlos Thompson Flores.

Paulsen, assim como Gebran, diz que a nulidade da sentença só poderia ser decretada se ficar comprovado o prejuízo às partes, o que, diz não aconteceu.

O Supremo já anulou duas sentenças da Lava Jato paranaense porque os acusados delatados não tiveram a oportunidade de apresentar suas considerações finais após os delatores.

Gebran disse discordar dessa medida e que ela deve valer apenas para casos futuros. O juiz afirmou que é preciso provar que houve prejuízo a réus delatados que apresentaram suas manifestações no mesmo prazo dos delatores.

Para o relator, "todos os juízes do Brasil teriam que adivinhar que seria criada uma nova norma". O voto dele ainda não foi concluído. A sessão foi interrompida às 12h48 e será retomada às 14h.